O médico Jamal Ali Mohamad Abou Fares foi preso na última quinta-feira (7), em Maringá, no norte do Paraná, para começar a cumprir uma pena de 13 anos, 11 meses e 22 dias de prisão em regime fechado. Ele foi condenado pela Justiça Federal por fraudar o sistema de ponto do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentar atestados médicos falsos e receber auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enquanto continuava trabalhando em um hospital particular da cidade.

Segundo a investigação do Ministério Público Federal (MPF), o médico era contratado pela Prefeitura de Maringá para atuar 40 horas semanais no Programa Estratégia Saúde da Família, na Unidade Básica de Saúde do Jardim Alvorada 1. Apesar disso, ele registrava presença no ponto eletrônico da unidade pública e deixava o local pouco depois para fazer atendimentos em um hospital privado.

Na foto, o médico Jamal Ali Mohamad Abou Fares, condenado e preso por fraudar o SUS, aparece posando para foto dentro de uma sala com parede branca. Ele tem cabelo grisalho, pele branca e usa um jaleco com seu nome escrito em um bolso na altura do peito.
O médico Jamal Ali Mohamad Abou Fares, condenado por fraudar o SUS, foi preso para iniciar cumprimento da pena de 13 anos. Foto: Reprodução

A fraude foi descoberta durante um processo administrativo da prefeitura. Integrantes da comissão responsável pela apuração não encontraram o médico na unidade de saúde pública e precisaram notificá-lo no hospital particular onde ele atendia pacientes. As informações são do portal TN Online, parceiro da Banda B.

As investigações também apontaram que, entre 2016 e 2017, Fares apresentou uma série de atestados falsos para justificar afastamentos do serviço público. Com os documentos, ele conseguiu receber auxílio-doença do INSS, embora continuasse trabalhando normalmente no hospital privado durante os dias úteis.

Médico que fraudou SUS deverá ressarcir cofres públicos

De acordo com a sentença da Justiça Federal, o médico deverá ressarcir pouco mais de R$ 170 mil aos cofres públicos. A decisão também determinou a perda da função pública no programa Estratégia Saúde da Família e do mandato eletivo relacionado às eleições municipais de 2024, quando ele concorreu ao cargo de vereador pelo PSDB e terminou como suplente.

Os crimes foram denunciados pelo MPF em outubro de 2018. Após o trânsito em julgado do processo, fase em que não cabem mais recursos, a Justiça expediu o mandado de prisão. O médico está detido na Penitenciária Estadual de Maringá.

Procurada pela Banda B, a defesa do médico informou que não irá se manifestar no momento.

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