O mecânico investigado pela morte de Adilson Marcelo Correia, de 48 anos, se apresentou à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta terça-feira (25). O crime aconteceu no último dia 19, no bairro Campo do Santana, em Curitiba, e, pelo apurado pela polícia, foi motivado por ciúmes. Na delegacia, o suspeito confessou o crime, mas alegou legítima defesa, versão que não convenceu a polícia.

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Foto: AEN

De acordo com informações levantadas pela polícia, Adilson e a esposa tinham um longo relacionamento, com quatro filhos, mas decidiram se separar há alguns meses. Neste período, ela teria iniciado um namoro com o mecânico, que não deu o certo. O assassinato foi, então, motivado pela retomada do casamento da vítima com a esposa.

À Banda B, o delegado Victor Menezes informou que a versão apresentada pelo mecânico é “incongruente”.

“Ele alegou que a briga teria começado por Adilson, que estaria com uma barra de ferro. Fato é, porém, que a arma do crime foi encontrada e a barra de ferro não. Além disso, a vítima apresentava lesões de defesa nas mãos, então não parece que estava com um objeto para agredir. Por fim, ela foi morta dentro da garagem e não na rua, por exemplo. Uma briga provavelmente teria avançado para isso”, explicou.

Outro indício que faz a polícia descartar a legítima defesa é o deslocamento do mecânico, que saiu da Cidade Industrial (CIC), até o Campo do Santana, apontando para uma premeditação.

A DHPP segue investigando o caso.

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Mecânico confessa morte de marido da ex e alega legítima defesa; versão não convence polícia

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