O homem suspeito de atropelar e matar a esposa, Jocélia Moreira Hagaman, de 31 anos, com o próprio caminhão, na noite do último domingo (30), no bairro Caximba, em Curitiba, foi solto pela Justiça nesta segunda-feira (31) e vai responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor.

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Foto: RICtv

Na ocasião do fato, o homem acabou sendo autuado em flagrante por embriaguez ao volante, após o teste do bafômetro apontar 0,82 mg/l, nível acima do permitido.

A Banda B entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) para entender o motivo da soltura. No documento da decisão consta que a liberdade foi concedida já que “não há elementos que justifiquem a necessidade da prisão para resguardar a ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou a aplicação da lei penal”.

A decisão judicial foi tomada a partir da análise da prisão em flagrante por embriaguez ao volante. Porém, o juiz entende que há elementos suficientes para o indivíduo responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Com a liberdade provisória concedida, o suspeito deve seguir as seguintes medidas cautelares:

Comparecer trimestralmente em Juízo, para informações e pesquisas a respeito de suas atividades;

Proibição de ausentar-se da comarca por mais de 30 (trinta) dias ou mudar-se de residência, sem prévia comunicação do Juízo;

Suspensão do direito de dirigir pelo prazo de 6 (seis) meses, eis que a sua conduta resultou na morte de terceiros (art. 294 da Lei nº 9.503/97).

Atropelamento e morte

De acordo com informações apuradas pelo repórter Marcelo Borges, da RICtv, o casal passou a noite bebendo em um bar da região. Na volta para a casa, acabou acontecendo o acidente.

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Foto: Marcelo Borges/RICtv.

Conforme o delegado Edgar Santana, a investigação vai apurar se ele teve a intenção de matar a mulher, por algum desentendimento entre os dois.

“A polícia não descarta essa possibilidade, no entanto, o procedimento está na fase inicial. Vamos realizar uma série de diligências nos próximos dias, principalmente para saber qual a relação de fato havia entre o condutor e a vítima, para no final verificarmos se de fato houve um homicídio qualificado pela embriaguez ou se estamos diante de um feminicídio”

afirmou Santana.

A reportagem também entrou em contato com a Polícia Civil. Em nota, a corporação informou que “segue realizando as diligências necessárias” e que mais informações “serão repassadas ao longo das investigações.”