O Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), condenou nesta quinta-feira (22), o economista Ricardo Barollo apontado como mandante da morte do casal Renata Waechter Ferreira, de 21 anos, e Bernardo Dayrell Pedroso, de 24, em abril de 2009. A pena foi fixada em 48 anos e 9 meses de prisão, com cumprimento imediato.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O casal foi executado a tiros na BR-116, na madrugada do dia 21 de abril, após participar de uma festa que celebrava os 120 anos do nascimento de Adolf Hitler, em uma chácara no município de Campina Grande do Sul.
De acordo com as investigações, Barollo seria o líder do movimento nazista no Brasil e ordenou a morte do casal por disputa interna de liderança. Bernardo, estudante de direito, era visto como “intelectual” do grupo, mas havia manifestado oposição a ataques contra homossexuais e travestis em Curitiba e tentava se desligar do grupo.
Conforme o MP-PR, os autores do crime agiram de forma conjunta. O casal saiu da festa em um carro pela BR-116, no qual estava também um dos denunciados. Outro veículo obrigou o carro das vítimas a parar no acostamento da rodovia, em Quatro Barras. Dois homens encapuzados desceram armados e atiraram contra as vítimas, que morreram no local.
Em março deste ano, outros dois envolvidos no crime também foram condenados, com penas fixadas em 35 anos, 2 meses e 15 dias e 32 anos, 3 meses e 15 dias. A denúncia, oferecida em maio de 2009, citava cinco executores e um mandante (dois condenados, dois absolvidos e o quinto morreu no curso do processo).