A confusão que terminou com o socorro de uma criança de dez anos em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, ainda não acabou. Com promessas de realização de boletins de ocorrência, ambas as mães devem prestar depoimento para que a polícia chegue a uma conclusão sobre o ocorrido no local. Nesta terça-feira (6), por exemplo, a suposta agressora negou à Banda B que tenha dado chutes na vítima, como informado por testemunhas no local.

Confusão aconteceu no Colégio Estadual Jardim Paraíso (Foto: Marcelo Borges – Banda B)

*A Banda B conversou com as duas mães envolvidas e optou por identificá-las apenas pelo primeiro nome.

Adriana é mãe da vítima e contou que a filha recebeu alta do Hospital Evangélico ainda nesta segunda-feira (7). Revoltada com a situação, ela afirma que irá buscar a justiça. “Por volta das 10h30, foi a primeira vez que a minha filha ligou pedindo para que eu fosse buscá-la. Já era 11h50, quando novamente recebi uma ligação. Fui então e essa menina já veio exaltada, xingando nós duas. Segundo ela, eu e minha filha não seríamos evangélicas e sim do demônio”, relata.

Mãe da suposta agressora, Angélica garante que tem provas de que não participou da briga. “Eu não encostei nessa criança, as duas brigaram sozinhas. Fazia uma semana que eu estava conversando com a mãe dela, tentando resolver a situação. Mas, um dia antes, essa menina apareceu na frente da minha casa, com outras cinco crianças, para bater da minha filha. Eu também estou procurando a polícia”, disse.

O conflito aconteceu na tarde desta segunda-feira (5), no Colégio Estadual Jardim Paraíso. Uma das envolvidas na briga chegou a ser socorrida pelo Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência).

A Banda B entrou em contato com a Secretaria Estadual da Educação, que informou que o episódio citado ocorreu fora das dependências do colégio, após a saída dos alunos do turno matutino. “Além disso, a pasta informa que, há cerca de um mês, os responsáveis pelas alunas foram chamados à escola e informados sobre um desentendimento entre as estudantes, conforme protocolo de atendimento das escolas estaduais em situações do gênero”, informou.

Mudança de turno

Segundo Angélica, ela chegou até mesmo a trocar a filha de turno para evitar novos conflitos, mas Adriana teria seguido o mesmo caminho. “Quando eu cheguei na escola ontem, sou realista em dizer, fui empurrada pela Adriana. Foi então que eu disse para a minha filha: pode bater na menina. Mas foi a minha filha quem bateu, eu não encostei um dedo nela. O único momento em que acabei indo em direção a essa menina, foi quando ela tirou um canivete da bolsa. Só fiz isso para evitar que algo mais grave acontecesse”, garantiu.

Por sua vez, Adriana critica Angélica e afirma que ela participou sim das agressões. “As crianças brigarem, até passa, mas uma adulta. Minha filha foi jogada no chão e hoje está reclamando de muita dor”, lamentou.

A Delegacia de Almirante Tamandaré investiga o caso.