O corpo da pequena Tabata Fabiana Crespilho Rosa, de seis anos, foi sepultado em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, na sexta-feira (29). No local, o clima era de indignação e revolta pela forma como a menina foi morta, em Umuarama, no Noroeste do Paraná, onde morava com a mãe, o padrasto, e dois irmãos, um deles recém-nascido.
Tabata foi sequestrada na última terça-feira (26) e teve o corpo encontrado no dia seguinte, após a prisão do suspeito, Eduardo Leonildo da Silva, de 30 anos. Exames do Instituto Médico Legal indicaram que ela foi violentada antes de ser morta.
Durante o sepultamento, muito emocionada, a mãe de Tabata, Fernanda Crespilho, conversou com o portal OBemdito. “Acabei de enterrar minha filha. Eu não consigo descrever a dor que estou sentindo. Mas quero mandar uma mensagem para todos que estão vivendo essa tragédia comigo. Vocês passaram a fazer parte da minha família. Sou muito grata pela solidariedade de todos”, afirmou.
A mãe também falou sobre o assassino confesso de Tabata. “Enquanto dava o depoimento na delegacia, ele olhou bem no fundo dos meus olhos e disse que não tinha matado minha filha, que ela estava viva. Naquele momento eu acreditei nele e tive esperanças. Ele é um monstro”, desabafou.
“Como pode alguém ser tão mau assim. Meu Deus, ele violentou minha filha e matou ela estrangulada. E minutos depois foi visto comprando cerveja e marmita, como se nada tivesse acontecido. O que minha filha fez para merecer isso? Ele não acabou só com a vida dela. Ele destruiu a vida de toda a minha família”.
Ataque à delegacia
O caso revoltou tanto os moradores da cidade que, ao saberem da prisão do suspeito, tentaram invadir a delegacia, que foi totalmente depredada. Na ocasião, Fernanda foi obrigada, por questão de segurança, a permanecer por pelo menos três horas no corredor de um banheiro, ao lado de profissionais da imprensa. Por várias vezes, houve a recomendação para que não se falasse alto ou se mexesse bruscamente, para não chamar a atenção dos presos que estavam rebelados no interior da cadeia, a cerca de 30 metros.
O momento mais crítico foi quando chegou a informação de que os detentos haviam tomado a sala de armas armazenadas para perícia no IML. Fernanda, que há 29 dias deu à luz ao terceiro filho, e nos últimos dias passou por duas cirurgias, ficou ainda mais apreensiva. “Meu Deus, por que estão fazendo isso? Eu só quero chegar na minha casa e encontrar minha filha”.
O caso
Tabata havia desaparecido na terça-feira (26) quando saiu para ir à escola. A família ficou completamente desesperada. Na quarta, Eduardo foi detido e confessou que sequestrou e matou a menina, até mesmo indicou onde estava o corpo.
A polícia encontrou Tabata com os pés e mãos amarrados em uma cova rasa na área rural do município.
Conhecido como Maníaco do Parque, Eduardo já havia assassinado uma adolescente de 15 anos em Chopinzinho, sudoeste do Paraná. Ele cumpriu pena de seis anos em regime semiaberto.
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