Por Luiz Henrique de Oliveira

Na manhã desta sexta-feira (21), a mãe de Marilze Bozza Gomes, de 34 anos, a funcionária da empresa de telefonia assassinada pelo namorado, Helton Prado, de 39, ainda não sabe o que aconteceu. Completamente dependente de Marilze, os familiares buscam uma forma de explicar a ela que não terá mais o cuidado da filha. O corpo da consultora de vendas da GVT está sendo velado no Cemitério Municipal de Curitiba e o sepultamento, às 13h, acontecerá no Cemitério São Marcos. O corpo de Marilze, que era moradora no bairro Pilarzinho, foi localizado na tarde de ontem na zona rural de Colombo, região metropolitana de Curitiba.

Foto: Arquivo PessoalMarilze foi morta com tiro na cabeça (Foto: Arquivo Pessoal)

Edilene de Freitas Padilha, cunhada de Marilze, disse que a mãe já pergunta pela filha. “Ainda não contamos para ela. A mãe é praticamente uma criança, que precisa de ajuda até parar tomar banho e tinha todo o cuidado por parte da Marilze”, afirmou. Edilene também falou sobre os sonhos que ficaram pelo caminho. “Ela fez faculdade de administração, se profissionalizou e era uma moça simplesmente incrível. Infelizmente, tudo o que pretendia acabou dessa forma horrorosa”, lamentou.

Durante os 34 anos que viveu, Marilze passou por várias pedras no caminho, que vão além dos problemas de saúde da mãe. “Há nove anos, ela perdeu a irmã em um acidente de carro na região de Curitiba. Ainda, ela teve câncer na mama há alguns anos e conseguiu superar depois de um tratamento bastante complexo. Era uma lutadora”, descreveu Edilene. No acidente citado, a irmã tinha brigado com o namorado e perdeu o controle do carro.

Marilze conhecia o assassino há dois meses. Na rede social Facebook, ele e ela não tinham fotos juntos. Marilze curtia a fanpage da Banda B e participava de um grupo de ouvintes da emissora. Já Helton, costuma compartilhar imagens de carros e, recentemente, fez uma postagem com uma frase que chamou a atenção: “Só se ama o que se admira, o resto é confusão mental”. Ele atua na área de logística, mas está desempregado.

Possessivo

suspeito dentroHelton estava com Marilze há dois meses (Foto: Reprodução)

O acusado dava sinais de ser possessivo. Recentemente, após uma briga, tinha ido até a porta da empresa em que Marilze trabalhava para fazer uma declaração de amor. Justamente foi isso que fez a polícia suspeitar de Helton. Por que ele, possessivo ao extremo, não ligou mais para Marilze após saber de seu desaparecimento? O rastreamento do celular mostrou o envolvimento do suspeito, que antes costumava manter contato com ela praticamente o dia todo.

O crime

Motivado por ciúmes. Helton deu um tiro na cabeça de Marilze e andou 40 km com o corpo ao lado, para enterrá-lo na zona rural de Colombo. Na delegacia, ele chorava muito e mostrava arrependimento. Arrependimento que não trará Marilze de volta, lamentam familiares e amigos. Para a polícia, ele agiu por impulso, o que escancara a motivação passional.

Para saber todos os detalhes do crime, acesse a notícia relacionada abaixo:

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