Rede de lojas é alvo de operação por vender perfumes falsificados em Curitiba; quatro pessoas são presas

Nas lojas, as equipes encontraram perfumes de marcas importadas sendo vendidos por valores entre R$ 25 e R$ 35

Juliana Henzch e Eliandro Santana

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Foto: Eliandro Santana/ Banda B

Quatro pessoas foram presas em flagrante durante uma operação, deflagrada nesta quinta-feira (22), contra a comercialização de perfumes falsificados, nos bairros Uberaba, Boqueirão e São Braz, em Curitiba. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Paraná, contou com o apoio da Receita Federal, Receita Estadual, Polícia Militar e Vigilância Sanitária.

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Os alvos foram três unidades de uma rede de 11 lojas pertencentes ao mesmo proprietário. Nos locais, as equipes encontraram perfumes de marcas importadas que, no mercado legal, chegam a custar mais de R$ 1.000, sendo vendidos por valores entre R$ 25 e R$ 35.

“Foram localizados vários produtos de origem ilícita e falsificados, razão pela qual trouxemos as pessoas responsáveis até a delegacia”

explicou o delegado Hormínio de Paula, do 7º Distrito Policial da Capital.

De acordo com o delegado, os produtos apreendidos são prejudiciais à saúde dos consumidores, já que não há qualquer controle sobre os componente utilizados. Uma amostra foi encaminhado à delegacia para análise, e a maior parte das mercadorias recolhida pela Receita Federal.

“Nós verificamos realmente que são produtos falsificados, nocivos para a saúde do comprador, e agora o flagrante será elaborado”

afirmou Hormínio.

Ainda não há confirmação sobre como os produtos chegaram ao Brasil. A principal hipótese, conforme o delegado, é de que tenham sido trazidas por navio, em razão da grande quantidade apreendida.

Além de crime contra a saúde pública, os responsáveis podem responder por receptação, caso não apresentem notas fiscais que comprovem a origem.

“Infelizmente, o poder aquisitivo do brasileiro tem caído e isso faz com que as pessoas comprem esses produtos com valores acessíveis. Mas o consumidor precisa estar atento, tem sempre que desconfiar, porque esse tipo de produto pode representar um risco sério à saúde”

complementou o delegado.

As investigações da Polícia Civil continuam para esclarecer por completo os fatos.

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