O homem apontado como principal responsável por um esquema financeiro que teria causado prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão a investidores foi indiciado pela Polícia Federal (PF) e deverá responder por oito crimes. José Oswaldo Dell’Agnolo, conhecido como “Lobo do Batel”, é investigado por envolvimento em um suposto esquema de pirâmide financeira ligado à corretora The Boss. As informações são do repórter Ricardo Vilches, da Ric RECORD.

Além de Dell’Agnolo, outras dez pessoas também foram indiciadas no inquérito, conforme informou a Polícia Federal. O “Lobo do Batel” é, até o momento, o único preso na operação.
O investigado prestou depoimento à PF e chamou a atenção por aparecer com a aparência significativamente modificada (confira no vídeo abaixo). Durante o interrogatório, José Oswaldo afirmou não ter advogado constituído e optou por permanecer em silêncio.
Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado envolvia a captação de recursos de investidores com promessas de altos rendimentos, prática típica de pirâmides financeiras. A PF segue apurando a atuação da corretora The Boss e a participação dos demais envolvidos.
José Oswaldo Dell’Agnolo foi preso no fim do ano passado no litoral de Santa Catarina. Na ocasião, dois policiais também foram detidos sob suspeita de prevaricação. De acordo com as investigações, os agentes teriam exigido dinheiro para não efetuar a prisão do “Lobo do Batel”.
O “Lobo do Batel” foi indiciado por oito crimes, que incluem crime contra a economia popular, uso de documentos falsos, operação financeira sem autorização e lavagem de dinheiro, entre outros. As penas, somadas, podem resultar em décadas de prisão, caso haja condenação.
As investigações continuam, e a Polícia Federal trabalha para identificar a totalidade dos prejuízos causados e localizar possíveis valores desviados.