O laudo de necropsia de Antônio Gregório de Almeida, dono de uma tradicional lanchonete de Curitiba morto após ser empurrado por um motoboy, aponta que a causa da morte dele é “indeterminada”. O exame foi concluído pela Polícia Científica do Paraná, e a defesa do motoboy, Diego Silva Arenhart, afirma que o comerciante morreu em decorrência de “doença preexistente”.

A morte de Antônio Gregório segue sendo investigada pela Polícia Civil, que deverá solicitar novos exames para determinar a causa do falecimento. Para o advogado Jackson William Bahls Rodrigues, que defende o motoboy, o resultado do exame impedirá que o suspeito responda “a um processo criminal desgastante e injusto”.

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Resultado do laudo de necropsia do comerciante – Foto: Reprodução

“Todos sentimos muito pela morte do seu Antônio, inclusive o Diego, que tinha uma grande estima por seu patrão. Esperamos que o desenrolar desse inquérito possa concluir que não houve um crime, mas, sim, uma morte decorrente de uma doença pré-existente”, disse o advogado.

O laudo de necropsia da vítima chega dias depois de a Polícia Civil afirmar que ela morreu em decorrência de um traumatismo craniano, cujo ferimento teria sido provocado pelo empurrão seguido de queda.

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Antônio Gregório de Almeida atuava em uma lanchonete de cachorro-quente no bairro Uberaba desde 1999 – Foto: Arquivo pessoal

Antônio morreu durante uma briga motivada pelo troco de R$ 27 de uma entrega, como mostrou a Banda B. O motoboy – investigado inicialmente por lesão corporal grave seguida de morte – alegou ter se defendido do idoso.

O que diz a defesa da família do comerciante

Em nota, os advogados que representam a família de Antônio Gregório de Almeida disseram que recebem o laudo com “tranquilidade” e argumentaram que a morte dele foi provocada pela queda. Além disso, a defesa disse que irá processar criminalmente os advogados do motoboy. Leia a nota na íntegra abaixo:

“A família da vítima recebe com tranquilidade o laudo de necropsia.

Dos fatos ocorridos sabemos que são claras e evidentes as lesoes na nuca e a hemorragia, isso certamente há de se constar em laudos e inclusive visível por familiares na casa da vítima fatal, certamente sabemos que causada pela queda provocada por quem lhe causou a morte, que foi sem nenhuma dúvida o agressor.

A família da vítima também informa, que deseja processar criminalmente, civil bem como administrativamente na OAB, o advogado do motoboy por estar deliberadamente veiculando conteúdos sigilosos e seletivos do processo que tramita em sigilo, ainda levando a imprensa a erro ao colocar uma “cortina de fumaça” ao propagar que a vítima havia parecido de uma doença pré existente ou outras razões.

Temos a certeza que laudo nada pode falar sobre isso, tampouco não pode dizer que a morte não deu-se pelas lesões e hemorragias da injusta agressão (lesões na NUCA evidenciadas pela família ), pois isso quem afirmará será o conteúdo probatório completo, com soma de laudos, provas testemunhais, vídeos e outras diligências, todas estas que já evidenciaram e apontaram a autoria da morte deste homem que estava em sua casa, trabalhando e que foi brutalmente empurrado e morto naquela fatídica noite, certamente o agressor deve responder por todos os atos praticados e é leviano dizer que o mesmo não tem ligação direta com a morte da vítima.

Advogado Igor José Ogar.”

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Laudo diz que causa da morte de dono de lanchonete empurrado por motoboy é ‘indeterminada’

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