Foto: Arquivo Familiar

 

Laudo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) não conseguiu confirmar que o sangue encontrado no carro do policial militar Diogo Coelho Costa é da jovem Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos. De acordo com nota enviada à Banda B nesta quarta-feira (3), não foi possível obter material genético no veículo, o que impossibilitou a confrontação com o sangue da mãe dela, Cleusa Gonçalves.

“As pesquisas duraram meses em face de que foi necessário o emprego de diferentes técnicas, partindo-se da mais simples para as mais complexas, em sete ‘baterias’, para os fins de obtenção de material genético em quantidade suficiente no banco do veículo para o confronto genético. Ao final de exaustivas pesquisas, não logrou êxito o Laboratório de Genética Molecular Forense do IML para obtenção de material genético no banco do veículo, resultando infrutífera esta via de investigação”, informou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) em nota.

O corpo de Andriely foi encontrado na Estrada da Graciosa no dia 8 de junho, um mês após o desaparecimento. A defesa de Diogo não nega que o sangue encontrado no veículo seja da jovem, mas justifica que ela tinha endometriose e sofria com sangramentos muito intensos no período menstrual.

Para Cleusa Gonçalves, o laudo comprova sim o crime. “Isso mostra que ele apenas limpou a cena”, disse à Banda B.

Desde o início do processo, Diogo nega envolvimento no crime. A versão do soldado dá conta de que ele deixou Andriely “perto de uma rodovia ou de um ponto de ônibus” na madrugada do desaparecimento, porque ela “tinha intenções de ir para São Paulo”. Ele segue preso como principal suspeito. Em audiência realizada nesta quarta, a defesa dele afirmou que os autos apontam para a inocência dele.

Audiência

Nesta quarta-feira (3) foi realizada a segunda audiência em que testemunhas de acusação foram ouvidas. Pela primeira vez após o corpo ser encontrado, Cleusa voltou a se encontrar com Diogo. Os dois ficaram frente a frente em audiência no Fórum de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O último encontro entre a mãe e o suspeito havia acontecido em 31 de maio, dez dias antes do corpo da jovem de 22 anos ser encontrado na Estrada da Graciosa.

De acordo com Cleusa, o dia foi muito difícil para ela. “Assim que eu olhei para ele, comecei a chorar, porque tudo voltou para a minha cabeça. Algumas pessoas vieram me dizer que ele estava louco e me surpreendi por ver ele muito bem. O Diogo me viu e apenas abaixou a cabeça após um susto”, descreveu.

Caso

Andriely desapareceu em 9 de maio em Colombo. Dez dias depois, Diogo foi preso. Câmeras de segurança mostraram o momento em que o policial saiu de casa com a jovem na madrugada em que aconteceu o desaparecimento. O soldado, porém, nega o crime.

O corpo da jovem foi encontrado em 8 de junho.