Foi anexado ao processo que apura o assassinato da jovem Layane da Silva, de 19 anos, um laudo toxicológico de exame no corpo da vítima, que demonstrou que a moça não tinha drogas em seu organismo, apenas bebida alcoólica. Além de comentar o laudo, o assistente de acusação e advogado da família da menina, Mark Stanley, comenta que imagens anexadas ao processo mostram que o acusado, Miguel Angelo Duarte, de 24 anos, mentiu.

Miguel e Layane (Reprodução)

 

“As imagens mostram que não houve um terceiro envolvido no homicídio. Miguel é flagrado, por uma câmera de segurança, levando a vítima em uma bicicleta, somente os dois. Caiu por terra o argumento da defesa em tentar trazer mais um envolvido ao crime”, disse o advogado.

Outro ponto de relevância foi o argumento de Miguel de que os dois teriam usado cocaína. “Miguel mentiu que ambos usaram cocaína. O exame da vítima apontou negativo para droga ilícita, sendo somente positivo para álcool, inclusive, em grande quantidade. Isso que tornou a vítima mais vulnerável, sendo impossível de se defender. Buscaremos a qualificadora da impossibilidade de defesa”, explicou Stanley.

Segundo o advogado, o exame apontou 11,6 mg/L (miligramas de álcool no sangue). “Por fim, quanto as lesões de Miguel, tudo indica que foram provocadas por ele mesmo ou por terceiros. A vítima não teria a mínima condição de lesioná-lo, em razão do grande estágio de embriaguez”, acrescentou. “Miguel foi flagrado em um vídeo que uma imagem mostra ele em um posto de gasolina, às 5 horas da manhã, após cometer o crime. Ele foi se lavar, as imagens são nítidas em mostrar que o rosto e pescoço dele estavam sem lesões”, completou.

Já a defesa do suspeito afirmou que aguarda laudos complementares a respeito do caso.

O caso

O corpo de Layane foi encontrado no dia 20 de janeiro em uma chácara da Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A jovem estava nua da cintura para baixo e com sinais de violência e queimaduras. O principal suspeito, Miguel, está preso desde 21 de janeiro.

Miguel foi identificado graças a mensagens encontradas no celular da mãe de Layane, Inês. Como a jovem estava com o celular quebrado, usou esse aparelho para trocar mensagens com o rapaz. Ele acabou preso pela Polícia Civil algumas horas depois e confessou o crime.

O caso continua investigado pela Polícia Civil de São José dos Pinhais.