A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, decidiu colocar em liberdade, nesta segunda-feira (14), o soldado Wanderson Teixeira Rigotti, da Polícia Militar (PM), acusado de matar o motociclista Leandro Pires e plantar uma arma no corpo da vítima, na BR-277, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A prisão foi revogada com base na Lei de Abuso de Autoridade, de setembro deste ano.

Reprodução RPC

Rigotti estava preso desde o último mês de junho, no Batalhão de Polícia de Guarda (BPGD), em Piraquara.

O advogado do policial militar, Jeffrey Chiquini, afirmou, por meio de nota, que Rigotti “preenche todos os requisitos legais exigidos para revogação da prisão preventiva”. Leia o texto na íntegra:

“Diante da evidente desnecessidade da manutenção da prisão preventiva do Soldado Wanderson Teixeira, esta defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, requerendo a revogação da sua prisão, invocando, para tanto, o reconhecimento e aplicação da nova lei de abuso de autoridade, pois que está provado que o Soldado Teixeira não apresenta qualquer risco à instrução processual, e a revogação da sua prisão é medida de justiça que se impõe.

O Soldado Wander Teixeira preenche todos os requisitos legais exigidos para revogação da prisão preventiva. Motivo pelo qual, acertadamente, após pedido de explicações do STJ, a Eminente Juíza titular da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, reconheceu a desnecessidade de manutenção da restrição cautelar da liberdade do Policial Militar”. 

A Banda B tentou contato com a defesa da família da vítima, mas até o momento não obteve resposta.

O caso

Rigotti foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) após concluir por imagens de câmeras segurança, instaladas na BR-277, que dois agentes da PM teriam plantado a arma em Leandro. O suposto confronto aconteceu no dia 21 de abril, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) havia divulgado que a vítima estaria armada e teria disparado na direção da polícia. O réu responde pelo crime de homicídio e fraude processual.