A juíza Luciani Regina Martins de Paula negou o pedido para que Allana Brittes volte à prisão após a a assistência de acusação alegar que a jovem de 19 anos teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. Allana responde por três crimes no processo que envolve a morte do jogador Daniel Correa Freitas e o Ministério Público do Paraná também já havia se posicionado contra a prisão.

“INDEFIRO o presente pleito, para o fim de manter a liberdade provisória anteriormente concedida à ré ALLANA EMILLY BRITTES, nos exatos termos definidos por este juízo. o qual só será revogado, caso venha uma notícia de descumprimento verídico e que tenha ocorrido após a liberdade da ré”, diz a juíza em um trecho da decisão.

 

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A assistência de acusação havia pedido a volta para a prisão no último dia 7 de dezembro, após duas fotos postadas por Allana nas redes sociais. Segundo o advogado Nilton Ribeiro, o descumprimento das medidas era comprovado por duas fotos postadas pela jovem, incluindo uma em Porto Belo, no Litoral de Santa Catarina.

Já o advogado de Allana Brittes, Cláudio Dalledone, disse,  por meio de nota,  que o pedido de prisão para sua cliente “não passou de um mero frenesi”.

Em face da decisão da juíza de direito Luciane de Paula Martins em negar o pedido de prisão de Allana Brittes, feito pelos advogados de Daniel Corrêa Freitas, a defesa técnica de Allana Brittes reforça que tal pedido não passou de mero frenesi para criar um factoide e movimentar a mídia e a opinião pública.  Allana nunca descumpriu qualquer cautelar e cumpre rigorosamente as imposições da justiça”, diz a nota.

Allana deixou a prisão em agosto, após ter a concessão unânime de habeas corpus pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as medidas cautelares impostas a ela está o comparecimento periódico bimestral em juízo; a proibição de acesso ou frequência a bares e casas noturnas; a proibição de manter contato com testemunhas e demais partes do processo; e proibição de ausentar-se da região metropolitana de Curitiba.

A jovem responde pelos crimes de fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo que investiga a morte do jogador Daniel.

O caso

O jogador Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, foi assassinado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel, em São José dos Pinhais.

Na residência, o pai de Allana, Edison Brittes, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King até a Colônia Mergulhão.