Evellyn responde ao crime em liberdade (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

 

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) negou, nesta quinta-feira (21), o pedido da jovem Evellyn Brisola Perusso, de 19 anos, para suspender parte do processo que investiga a participação dela na morte do jogador Daniel Correa Freitas. Por unanimidade, a 1ª Câmara Criminal do TJPR negou o habeas corpus solicitado pela defesa. A jovem é a única dos sete denunciados que responde ao crime em liberdade.

Evellyn foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de fraude processual, corrupção de menores, denunciação caluniosa e falso testemunho. Segundo os depoimentos, ela teria feito um estrogonofe para a família Brittes logo após o crime.

Segundo o advogado da jovem, Luís Roberto Zagonel, o objetivo do pedido foi o de retirar as denúncias pelos crimes de denunciação caluniosa e falso testemunho. “A Evellyn, durante todo o inquérito, prestou depoimentos como testemunha e não foi indiciada pelo delegado Amadeu Trevisan. O MP-PR entendeu que ela teria dado início à investigação do Eduardo Purkote, o que numa análise cronológica não procede, já que o nome já havia sido citado quatro vezes antes dela”, comentou.

Para o relator, a peça acusatória descreveu adequadamente que há indícios da participação de Evellyn no cometimento dos delitos, e não se verificou a ausência de justa causa para a ação penal.

A defesa informou que irá pedir novo habeas corpus, agora ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Caso

O jogador Daniel Correa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex-meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estaria em uma festa e morreu após enviar fotos de Cristiana Brittes para amigos em um grupo de WhatsApp.

Além de Evellyn, foram denunciados pelo crime: Edison Brittes Junior, de 38 anos; Eduardo Henrique da Silva, de 19; Ygor King, de 19 anos e David Willian Vollero Silva, de 18. Eles foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual.

Cristiana Brittes, de 35, foi denunciada por homicídio qualificado com motivo torpe, fraude processual e coação de testemunhas. Já Allana Brittes, de 18 anos, foi denunciada por coação de testemunhas e fraude processual.