O Tribunal de Justiça do Paraná negou, nesta quinta-feira (22), pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva do empresário Everton Gonçalves, de 32 anos. Ele está sendo acusado de mandar matar o seu sócio Célio Roberto Soares, 35 anos, que descobriu desvio de verbas dentro da empresa de vigilância, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

Célio foi morto a tiros. Foto: Reprodução

Na decisão, o Desembargador Antonio Loyola Vieira diz que as circunstâncias do crime justificam a manutenção da prisão cautelar: “Essas circunstâncias autorizam, por ora, a manutenção da prisão cautelar, inclusive para garantir a devida instrução criminal, uma vez que, a Audiência de Instrução e Julgamento ainda não ocorreu, de modo que a permanência do Acusado em cárcere mostra-se imprescindível.”

Para o Ministério Público do Paraná (MPPR), Everton criou uma emboscada ao sócio criando uma reunião no fim do dia e deixando o portão aberto para o executor do crime, um homem ainda não identificado nos autos.

Nos autos, a motivação para o crime seria a descoberta de Célio sobre desvios feitos pelo sócio, mandante do crime.

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa a família da vítima, defendeu ser acertada a decisão da Justiça. “Está provado por todos os elementos já produzidos e constantes do processo que Everton matou Célio por interesses financeiros. Está provado que Everton é uma pessoa perigosa, um criminoso com ímpeto de crueldade, que além de trair a confiança de seu sócio, ainda contratou um matador de aluguel para ceifar a vida de Célio”, afirmou Chiquini.

A reportagem da Banda B tenta contato com a defesa do empresário.

Crime

O sócio Célio Roberto Soares de Campos, 35 anos, foi morto a tiros em um suposto assalto, na noite do dia 15 de março de 2019, na sede da empresa que fica na Rua Júlia Theresa Bini, quase com a Avenida Brasil, no Centro de Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

Na noite do crime, Everton estava junto de Célio. Para a polícia, que chegou logo depois, ele relatou que seu sócio fez um movimento ‘abrupto’ e que, por isso, o criminoso teria atirado.