A Justiça marcou para os dias 9, 10 e 11 de setembro de 2026 o julgamento popular de Ronaldo Massuia Silva, ex-policial federal acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli e tentar assassinar outras três pessoas em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, em Curitiba.

A decisão foi proferida pela juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que definiu a data para um dos casos criminais de maior repercussão no Paraná nos últimos anos.
Massuia responderá por homicídio consumado e três tentativas de homicídio qualificados por motivo fútil, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O acusado permanece preso desde a data do crime e já foi excluído dos quadros da Polícia Federal.
A assistência de acusação, que representa as vítimas Milena Christie Brotto e a família de André Muniz Fritoli, afirmou ter recebido a notícia com alívio.
“Após quatro anos de um dos casos que mais chocou a população de Curitiba e a população brasileira, finalmente teremos uma resposta que será dada pelos jurados de Curitiba. A expectativa é pela condenação de Ronaldo Massuia apenas à altura da gravidade dos crimes que ele cometeu”,
disse a advogada Thaise Mattar Assad, à Banda B.
O que diz a defesa do policial
Em nota, a defesa do ex-policial destaca que “recebeu com serenidade a designação da sessão de julgamento perante o Tribunal do Júri”.
A defesa confia plenamente na Justiça e, sobretudo, na sociedade curitibana, que será soberanamente chamada a analisar os fatos e certamente proferirá um veredito justo, técnico e fiel às provas produzidas nos autos.
Desde o início, a defesa tem sustentado que existem circunstâncias relevantes que ainda não foram devidamente esclarecidas perante a opinião pública. No momento oportuno, perante o Conselho de Sentença, muitos elementos que até agora permaneceram ocultos ou mal compreendidos virão à tona, permitindo uma compreensão integral e equilibrada do caso.
Por respeito ao Poder Judiciário, aos jurados e ao devido processo legal, a defesa se manifestará nos autos e no plenário, sempre com responsabilidade, técnica e confiança na verdade que será demonstrada em julgamento.
Relembre o caso do policial federal que matou fotógrafo em Curitiba

Ronaldo Massuia Silva foi preso em flagrante pouco depois de ele entrar em uma loja de conveniências de um posto de combustíveis e atirar contra clientes. O ataque resultou na morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e deixou outras três pessoas feridas.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o policial entra na loja e abre fogo contra os clientes. No vídeo, é possível ver que os tiros foram disparados à queima-roupa. Horas após ser preso, ele disse em depoimento que agiu em legítima defesa.
Em abril de 2025, Massuia foi demitido da corporação pelo Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O entendimento do ministro é que o “acusado incorreu em infrações que comprometeram a função policial, tendo considerado, inclusive, que o acusado prevaleceu-se, abusivamente, de sua condição de funcionário público”.
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