Justiça tira dois suspeitos do júri no caso da Miss Altônia morta e queimada dentro de carro

Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, foi assassinada em 2018 e teria sido vítima colateral de uma execução ligada ao contrabando

Redação

A Justiça decidiu impronunciar dois homens suspeitos de participação na morte de Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, conhecida como Miss Altônia. A decisão ocorre por falta de provas suficientes para levá-los a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Bruna Zucco Segantin, conhecida como Miss Altônia, em foto registrada antes do caso de sua morte em 2018
Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, conhecida como Miss Altônia, foi morta em 2018 no noroeste do Paraná. Foto: Redes sociais.

O crime aconteceu em 2018, em uma estrada rural de Altônia, no noroeste do estado. Bruna e Valdir de Brito Feitosa, de 30 anos, foram mortos e tiveram os corpos queimados dentro de um veículo.

Apesar da decisão envolvendo os dois suspeitos, outros três acusados continuam respondendo pelo crime e irão a julgamento pelo Tribunal do Júri da cidade.

Miss teria sido vítima colateral de execução

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Paraná, Bruna não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas. A jovem teria sido morta apenas por estar junto com Valdir Feitosa no momento da emboscada.

A polícia apontou que o alvo principal do ataque era Valdir, que teria ligação com esquemas de contrabando na região de fronteira entre Paraná e Mato Grosso do Sul.

A suspeita é que o assassinato tenha sido uma execução ligada à disputa entre grupos criminosos envolvidos com contrabando e tráfico de drogas. Bruna acabou se tornando vítima colateral do ataque.

Investigação avançou anos depois do crime

O caso levou anos para avançar. Somente sete anos após o crime, a Polícia Civil do Paraná realizou a chamada “Operação Miss”, que resultou na prisão do suposto mandante e de três executores.

Um quinto suspeito, apontado como intermediário no crime, chegou a ficar foragido, mas acabou sendo capturado posteriormente.

O advogado Jackson Bahls, que atua na defesa dos investigados, criticou a condução da investigação.

“Temos cinco pessoas que foram utilizadas como inocentes úteis por um delegado que vinha sendo muito pressionado pela população em geral por um crime que aconteceu há muito tempo. Ele elege essas pessoas que mereciam ser presas e levadas a julgamento. O Judiciário deu a resposta: dois foram impronunciados e os outros três seguem no processo e, não temos dúvidas, que merecerão a absolvição”, afirmou.

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