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A juíza Luciani Regina Martins de Paula decretou, nesta quinta-feira (29), a prisão preventiva de seis réus acusados de participação na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. A conversão de prisão temporária em preventiva havia sido solicitada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) um dia antes da apresentação da denúncia.

De acordo a decisão, “os indiciados, ao menos em tese, não mediriam esforços para alterar provas e induzir testemunhas com o fim de mudar a verdade real dos fatos. Logo, a custódia provisória poderá permitir, neste momento, a investigação completa e a oitiva despreocupada das testemunhas”.

A medida afeta os seis detidos pela Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba: Edison Brittes Junior, de 38 anos; Cristiana Brittes, de 35; Allana Brittes, de 18; Eduardo Henrique da Silva, de 19; Ygor King, de 19; e David Willian Vollero Silva, de 18.

Os seis foram denunciados pela 1ª Promotoria de Justiça de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Edison, Eduardo, Ygor e David respondem por homicídio triplamente qualificado, Cristiana por homicídio qualificado e Allana por coação de testemunhas. Todos os seis ainda respondem por fraude processual e corrupção de menores.

A denúncia ainda atinge Evellyn Perusso, de 19 anos, que também irá responder por fraude processual e corrupção de menores.

Defesa

Em nota, o advogado Cláudio Dalledone disse que “o fato de existir uma denunciada em liberdade faz crescer ainda mais a razão de Cristiana e Alana responderem em liberdade”.

O caso

Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estava em uma festa na casa da família Brittes e morreu após enviar fotos de Cristiana para um grupo de amigos no WhatsApp.

Investigações apontam que pelo menos quatro pessoas teriam participado das agressões contra o jogador. Já bastante machucado, ele foi colocado no porta-malas de um veículo Veloster e levado até a Colônia Mergulhão.

Neste local, pelo menos duas pessoas teriam carregado o corpo do jovem até uma plantação de pinus, segundo conclusão de perícia do Instituto de Criminalística do Paraná.