Renata morreu aos 22 anos; Peterson é acusado pelo crime (Reprodução)

 

A Justiça decretou, nesta quinta-feira (9), a prisão preventiva do policial militar Peterson da Mota Cordeiro, de 30 anos, apontado como responsável pela morte de Renata Larissa dos Santos, de 22 anos. No dia da identificação do corpo da jovem, a Delegacia da Mulher de Curitiba mantinha o PM preso pela suspeita de seis estupros, mas outras 10 possíveis vítimas já realizaram denúncias contra ele desde então.

De acordo com a delegada Eliete Kovalhuk, a conversão de prisão temporária para preventiva impede que Peterson deixe a cadeia nos próximos dias. “Agora ele passa a responder aos processos preso e não acredito que a Justiça irá revogar essa prisão preventiva tão cedo”, disse.

Renata Larissa havia desaparecido no dia 27 de maio, em Colombo, na região metropolitana. Por mais de dois meses, a família não havia tido nenhuma pista. O corpo dela foi encontrado no último dia 1° de agosto e as investigações indicam a jovem foi estuprada e morta por Peterson. Vídeos encontrados na casa dele mostram o momento em que a vítima foi violentada.

Casos

As 17 denúncias à Delegacia da Mulher apontam que Peterson agia sempre da mesma maneira.

“Na maioria dos casos, ele agia da mesma maneira. O Peterson conhecia as vítimas por redes sociais, marcava encontro e demonstrava ser uma pessoa de bom caráter por segurança. No segundo ou terceiro encontro, porém, ele exigia alguns fetiches, como sandália e unhas feitas, e falava para que as mulheres se sujeitassem aos seus domínios e comandos. Caso isso não acontecesse, ele já partia para a agressividade”, explicou Eliete Kovalhuk.

Segundo a delegada, nem todos os casos são passíveis de inquérito, já que alguns deles aconteceram há mais de seis meses.

Inquérito

Questionada pela Banda B, a delegada informou que o inquérito está em fase de finalização e o indiciamento deve acontecer nos próximos dias.