Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

A 1ª Vara Criminal de Colombo aceitou os pedidos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de 14 acusados de tortura indicados pelos suspeitos de participação na morte da menina Tayná Adriane da Silva, 14 anos. O decreto aconteceu no final da tarde desta quarta-feira (18).

Entre as prisões decretadas estão a de 10 policiais civis, entre eles o delegado Silvan Rodney Pereira, da Delegacia do Alto Maracanã, de um policial militar de Colombo que já está recolhido no quartel da Polícia Militar, de um guarda municipal de Araucária, além de um preso de confiança da delegacia de Araucária e também um agente carcerário.

O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, explicou o pedido de prisão preventiva e garantiu ter provas suficientes sobre as torturas citadas pelos acusados. “Foram expedidos 14 mandados de prisão e foram deferidos 6 mandados de afastamento de função. Desse 14, 10 são contra policiais civis. As 4 outras pessoas, entre elas um militar e um guarda, já foram recolhidos pelo Gaeco, com os comandos da Polícia Militar. Nós temos provas periciais de que houve tortura”, finalizou.

Os mandados de prisão dos policiais civis foram entregues ao Corregedor Geral da Polícia Civil, Dr. Paulo Ernesto Cunha, que deve cumprir a ordem judicial. Seis policiais civis se apresentaram logo após tomar conhecimento dos mandados de prisão.

A reportagem da Banda B está entrando em contato com o advogado de seis policiais civis acusados de tortura.

DFRV

A Banda B está neste momento na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos aguardando a apresentação dos suspeitos de tortura que tiveram a prisão decretada.