O Tribunal do Júri de Curitiba condenou, nesta quinta-feira (27), os quatro acusados pela morte de Julia Alvarenga Fornimazo, de 37 anos, em um apartamento do bairro Centro Cívico. Após quase 15 horas de júri, dois dos réus foram condenados por homicídio qualificado e vão permanecer presos. Os outros dois acusados foram responsabilizados apenas pela ocultação de cadáver e ganharam o direito de responder ao crime em liberdade.

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De acordo com a sentença, André Oliveira da Silva Santos e Renan Fonseca da Cunha foram responsabilizados pelo crime de homicídio qualificado, com motivo torpe e com emprego de tortura. André foi condenado a 15 anos de prisão, já que também foi responsabilizado por ocultação de cadáver, e Renan a 12. Ambos tiveram negado o direito de responder em liberdade.

Já Marcio José Lara dos Santos e Marco Aurélio Barbosa foram condenados pela ocultação de cadáver a um ano de prisão cada. Eles vão responder ao crime em liberdade.

O advogado Jonas Augusto de Freitas, que responde pelas defesas de Renan, Márcio e Marco Aurélio, a decisão foi bem aceita. “Eu digo com certeza que ontem três pessoas foram condenadas com provas que não apontam corretamente para a autoria, mas isso não consigo revisar em recurso. Entendemos que a condenação é injusta e que os reais autores devem estar a solta. Esperávamos a absolvição, mas a pena foi bastante adequada. Os réus que eu defendo optaram por não recorrer”, disse.

Crime

O crime contra Julia aconteceu em 2 de novembro de 2016. Na ocasião, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que as pernas foram localizadas na Avenida Cândido de Abreu e o tronco em um córrego na Rua Aristides Teixeira. A causa da morte, segundo a perícia, teria sido asfixia. Julia teria sido assassinada após supostamente ter furtado drogas de dentro do imóvel usado para o tráfico de drogas na região.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Julia foi torturada antes de morrer.