(Foto: Reprodução e Divulgação)

A Banda B teve acesso ao depoimento de Edison Brittes, o Juninho Riqueza, de 38 anos, assassino do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos. Riqueza confessou o crime e disse que cometeu o homicídio por não aceitar a tentativa de estupro por parte do jogador, versão que a polícia não acredita ser a verdadeira.

O After

Juninho afirma que não tinha intenção de fazer o after, mas Allana insistiu e ele acabou cedendo. O empresário disse que não queria fazer a festa porque sua esposa, Cristiana Brittes, já estava de ‘PT’ (muito embriagada). Falou ainda que na festa foram consumidas 35 garrafas de vodca. Confirma que então foi para casa e, que no caminho, sua esposa dormia no carro. Relata que fez dois ovos para a esposa, ao chegar na residência, e que a colocou para dormir. Entretanto, Cristiana acordou e subiu na mesa para dançar, quando a filha Allana colocou um short de pijama nela. Em seguida, a esposa voltou a dormir.

Chegada de Daniel

No depoimento, Juninho afirma ter visto Daniel duas vezes na vida e garante ter tido pouco contato com ele. (Contudo, em ligação feita a um amigo do jogador após o crime, Juninho falou com carinho sobre Daniel: ‘Era um querido’). Em determinado momento, Lucas Mineiro, duas mulheres e Daniel chegaram de Uber. O jogador não teria sido convidado, mas apareceu ali. Relatou ainda que Lucas teria discutido com Allana, porque chegou sem bebidas no after e costumava ‘beber no copo dos outros’. Após isso, chegaram os irmãos gêmeos ‘Purkote’, que também participaram do after. (A defesa de Brittes afirmou que eles seriam filhos de um vereador de São José dos Pinhais, mas o político e nega e estava na delegacia nesta quinta-feira para esclarecer que não tem parentesco com eles)

Ida ao Mercado

Logo após, Juninho relata ter ido ao mercado para comprar vodca e energético, levando para os amigos de Allana. Após retornar, Juninho diz ter percebido que Daniel não estava mais na área de festa e que o jogador ficava bastante no celular. Imaginou então que o jogador poderia estar com alguma menina, já que na festa tinha dado um beijo em uma delas.

Flagrante

Em dado momento, Juninho afirma ter ido olhar a sua esposa, que dormia no quarto do casal. Disse ter ouvido ela pedir por socorro duas vezes, acreditando que só ele teria ouvido, por estar perto do quarto. Em seguida, tentou entrar no quarto, mas a porta estava trancada e foi pela janela, que é encostada e sem fechadura. Ao chegar, diz ter encontrado Daniel montado em sua esposa, de joelhos, apenas com cueca e camiseta. Dentro do quarto, imobilizou o jogador e ouviu dele: “Desculpa, não sei o que estou fazendo aqui. Não sei o que está acontecendo”.

Agressões

Depois, Deivid, Eduardo, Ygor e um dos irmãos Pukorte entraram no quarto, quando as agressões começaram. Juninho afirma ter feito jui-jitsu e assim imobilizou Daniel, que tentava sair. O interrogado afirmou estar em fúria e não parou as agressões. Disse que todos que estavam lá, os quatro citados, bateram em Daniel. Em seguida, disse que um dos rapazes colocou Daniel para fora da casa e que ele estava debilitado, que ali mais agressões aconteceram e que as mulheres gritavam para que os homens parassem. Em seguida, a cueca de Daniel foi tirada, não sabendo informar por quem.

Humilhar

Juninho disse que queria humilhar Daniel, pela desonra que ele havia cometido. Garantiu não ter problema com a Justiça, que tem uma esposa que é uma baita mãe e que sempre o respeitou. Que não procurou ter cometido o crime e que sua cama era um lugar inviolável. Com Daniel sem cueca, Juninho pensou em deixar Daniel pelado no meio da rua e filmá-lo. Em seguida, saiu de casa com Daniel no porta-malas e Yor, Deivid e Eduardo no veiculo.

Silêncio

Sobre o que aconteceu em seguida, como Daniel foi morto, o que o levou a fazer isso no caminho até a plantação de pinus, Juninho preferiu o silêncio. Ele afirmou que só vai falar após laudos de necropsia.

Depois do crime

Após o crime, Juninho contou que retornou para casa, quando ouviu de uma das meninas que Daniel tinha a espiado enquanto urinava. Depois, o empresário diz não ter conseguido comer e, no domingo, marcou no shopping um encontro com Lucas Mineiro e os irmãos Purkote, na intenção de protegê-los. Nega coação, dizendo que chamaria a responsabilidade sobre o crime.

Responsabilidade

Juninho termina o depoimento assumindo toda a responsabilidade pela morte de Daniel e diz que quer seguir a sua vida. Sobre o celular de Daniel, afirmou que um dos irmãos Purkote teria sido o responsável por quebrar o aparelho.