Um jovem de aproximadamente 25 anos morreu em um confronto armado com policiais militares do 20º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (PMPR) no início da tarde desta sexta-feira (13), na Vila Torres, no bairro Prado Velho, em Curitiba.

De acordo com o tenente Milek, do 20º Batalhão, o rapaz era investigado por envolvimento em uma série de roubos a farmácias na capital. Segundo ele, a agência de inteligência da PM vinha monitorando crimes relacionados nos bairros Prado Velho, Uberaba e Água Verde desde novembro de 2025.
“Desse levantamento, identificamos que mais de 40 roubos foram realizados pela mesma quadrilha. Dentro desse grupo, havia um indivíduo específico que foi identificado e é o envolvido na situação de hoje. Inclusive, vários membros dessa organização criminosa já foram presos”
explicou o tenente.
Ainda conforme Milek, o jovem teria participado de mais de dez assaltos nas últimas semanas. Os crimes, segundo a corporação, eram praticados à mão armada, com o roubo de celulares de funcionários, dinheiro dos caixas, canetas emagrecedoras e outros produtos. Parte das ações teria sido registrada por câmeras de segurança e formalizada em boletins de ocorrência.
Nesta sexta-feira, a agência de inteligência teria localizado um possível paradeiro do suspeito na Vila Torres. Equipes foram até o local e, segundo o tenente, ao tentarem realizar a abordagem, o jovem teria reagido.
“Na tentativa de não ser preso, ele sacou uma pistola e acabou sendo baleado pela equipe policial militar. Os policiais não foram atingidos. Ele não chegou a efetuar disparos contra a equipe, quando iniciou o movimento de saque da arma, já foi atingido”
relatou Milek.
A Polícia Militar informou que o caso será apurado por meio de inquérito policial militar para verificar as circunstâncias do confronto. “Tudo será devidamente apurado para demonstrar que a atuação policial foi legítima e legal”, disse o tenente.
Conhecidos do jovem contestam versão apresentada pela PM
Após a ocorrência, houve tensão na região. Moradores relataram revolta e contestaram a versão apresentada pela PM. Segundo um dos relatos, o jovem estaria desarmado no momento da abordagem.
“A polícia ficou bastante tempo ali no barracão. Depois a gente ouviu o tiro. Eles falaram que iam matar e mataram. Ele estava sem arma, tinha população filmando. Todo dia falam que é confronto”
afirmou uma moradora, que também mencionou a possibilidade de protestos.
A Polícia Militar informou que equipes permanecerão na Vila Torres para reforçar o patrulhamento. As investigações continuam.