O jovem, de 24 anos, que entrou em luta corporal com uma mulher após chamá-la de travesti em um posto de combustíveis, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, prestou depoimento no 4º Distrito Policial, na manhã desta quinta-feira (20). Segundo o delegado Gutemberg Ribeiro, o rapaz negou que a origem da briga tenha sido homofobia e disse que também se sentiu vítima. Ele, que trabalha com mecânica, apenas confirmou que havia ingerido bebida alcoólica em uma almoço de família.

O jovem prestou depoimento no 4º DP, na manhã desta quinta-feira (20) (Foto: Reprodução)

 

“Negou a questão de homofobia ou mesmo de ofensas de gênero. Disse que tentou a todo instante não ir pro confronto com a jovem, mas acabou acontecendo e então houve troca de ofensas entre ambos. Ao final, ele disse que também se sentiu lesionado”, disse o delegado à Banda B.

A luta corporal teria começado após ela ser chamada de “traveco”, entretanto, o jovem negou que disse isso. “Ele negou ter chamado ela de ‘traveco’. Inclusive, disse que tem amigos nessa questão e não é o perfil dele ser homofóbico. Estava um pouco assustado com a repercussão do caso”, relatou Gutemberg.

O jovem foi na Delegacia acompanhado de um advogado, que informou que se pronunciará sobre o caso apenas no final do inquérito.

O caso

No último domingo (16), a jovem de 26 anos, que pediu para não ser identificada, estava saindo da casa da mãe e seguia para o cemitério quando parou no posto para abastecer o carro. Ela relata que o homem teria ofendido e assediado verbalmente ela e a namorada, com palavras como ‘gostosinha’ e ‘essa ali parece um travesti’.

O vídeo mostra a jovem também agredindo o rapaz (clique aqui para assistir). Ela, que faz artes marciais, alegou que agiu por instinto ao entrar em luta corporal com o agressor. “Meu instinto foi de me defender, em nenhum momento tive a intenção de fazer mal algum”, contou.

De acordo com Gutemberg, as investigações vão continuar. “Seguiremos com novas diligências, com oitivas dos frentistas do posto. As imagens já são bastante claras: há um diálogo áspero e, na sequência, acontece o confronto”, completou.

Áudio encontrado pela vítima

Um áudio, divulgado em primeira mão pela Banda B, revela o jovem contando aos amigos que ofendeu e bateu na mulher. “Segundo ele, foi uma preservação de sua integridade e honra. Disse que foi educado com ela e foi apenas um olhar de cumprimento e uma conversa rápida”, acrescentou o delegado.

Confira imagens do rapaz no 4º DP: