Jovem nega crime, mas não consegue confirmar álibis. Foto: PC/Divulgação

 

Um dos jovens envolvidos na morte de Welington Moreira Bueno, 21 anos, em janeiro, próximo a Praça da Espanha, no bairro Batel, foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Bruno Eduardo Tavares Freitas, 21 anos, nega que tenha participado do crime, mas não consegue dizer o que fazia com o comparsa que atirou, cerca de cinco vezes, contra a vítima. Imagens de câmeras de segurança auxiliaram a polícia nas investigações.

O primeiro preso foi detido pela polícia na segunda-feira (25). Freitas estava junto com o atirador e poderá ser indiciado por homicídio qualificado, como co-autor. A delegada Tathiana Guzella garante que a participação dele é efetiva no crime. “Ele teve muitas contradições, como hora de saída, alegando que estava em casa no momento do crime com a tia, mas depois disse que não. Que estava muito entorpecido para saber do horário. Quando foi mostrado a ele os registros de imagens, todo o trajeto que ele percorreu antes e depois do crime, ele admitiu que não estava com a tia, mas que estava ‘muito chapado’, nas palavras dele”, contou a delegada.

Para ela, durante depoimento, o jovem nega que conhecia a vítima. “Ele nega o crime, disse que não conhecia a vítima. Mas, temos vários testemunhos dizendo que eles se conheciam. Ele também diz não saber o nome do amigo que estava com ele e efetuou os disparos de arma de fogo pelas costas da vítima. O Bruno estava, durante horas antes, na companhia tão somente do atirador. Alguns metros antes, quando estavam na via pública, conforme as imagens, ele estava o tempo todo junto com o atirador. Depois dos disparos, Bruno saiu pela lateral e se encontrou com o atirador em seguida. Em ato contínuo, eles se juntam e saem pela multidão. Mínimo está sendo co-autor”, descreveu à Banda B.

Motivação

A delegada confirmou que houve uma briga entre os autores e a vítima, cerca de um mês antes. Bruno teria levado tapas no rosto, durante as agressões. “Existem várias informações sobre a motivação, mas se sabe, por diversos testemunhos sigilosos, que há cerca de um mês antes do crime os autores e a vítima tiveram uma briga com agressões físicas, com proporções leves. Acreditamos que tenha sido por vingança esse crime”, contou.

Polícia busca jovem de camiseta branca e vermelha, comparsa de Bruno (preto), preso pela DHPP. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Buscas

A DHPP está a procura do atirador. “Já temos o nome dessa segunda pessoa, já está solicitado o pedido de prisão, mas ainda não foi encontrada”, disse Tathiana. Qualquer informação pode ser repassada para a DHPP por meio do 0800-6431-121. A ligação é gratuita e anônima.

 

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