Um mestre de obras foi morto por um jovem após uma suposta briga envolvendo álcool em gel, na noite desta quinta-feira (24), no bairro Tingui, em Curitiba. O crime contra a vítima, de 61 anos, teria sido presenciado por sua filha, de 7. O suspeito, segundo as primeiras informações, fugiu.

Conforme apurado pela reportagem da Banda B, o jovem seria neto da esposa da vítima. De acordo com uma testemunha, a avó do suspeito teria relatado que a confusão começou por que o homem pediu que o jovem passasse álcool em gel nas mãos antes de comer. No entanto, existe outra versão.

“Minha irmã, de 7 anos, estava jantando com meu pai na cozinha e ela disse que o Daniel* se revoltou, e o esfaqueou ‘do nada’. Ele recebeu facadas no pescoço e nas costas. Tentou se defender, mas foi morto”, disse um dos filhos da vítima.

Foto: Daniela Sevieri/Banda B

O familiar disse ainda que Daniel não tinha um bom relacionamento com o mestre de obras. “No momento do crime, Daniel chegou em casa, foi para o quarto, depois até a cozinha e pegou uma faca. Isso quem disse foi minha irmã e não teria por que ela mentir”, afirmou.

Segundo a Polícia Militar, a vítima já estava morta quando as equipes chegaram para atender a ocorrência. No local, havia muito sangue.

A avó do jovem e o mestre de obras estariam se relacionando há cerca de 3 anos e morando no local há pelo menos um ano e meio.

“Perguntei pro meu pai se ele queria que eu fosse na casa dele hoje e ele respondeu que não precisava. Se eu tivesse vindo, não teria acontecido isso”, lamentou o filho da vítima.

Motivação

“Não sabemos ainda a real motivação do crime, mas soubemos através de vários vizinhos que eram constantes as brigas entre o autor e a vítima. No momento do crime, apenas duas pessoas estavam na casa, além da vítima e do autor. Depois uma terceira pessoa apareceu”, disse a tenente Rafaela, do 20º Batalhão de Polícia Militar, em entrevista à Banda B.

Segundo apurado, a terceira pessoa mencionada pela tenente estaria esperando o jovem do lado de fora da casa e decidiu subir ao apartamento devido a demora. Ambos, com idade aproximada dos 18 anos, seriam namorados.

O filho do mestre de obras destacou que espera que o crime não fique impune e que a polícia encontre o autor do crime.

 

Daniel* é um nome fictício.