A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na quarta-feira (04), dois irmãos conhecidos como “Zóio” e “Zóinho”, de 26 e 30 anos, suspeitos de envolvimento na morte de Marcelo Lacerda, de 34 anos, e da tentativa de homicídio contra outro homem, de 39. Os crimes aconteceram no dia 09 de agosto desse ano, no bairro Cidade Industrial de Curitiba. Outro jovem, de 23 anos, suspeito de ser o autor dos disparos, é considerado foragido.

Os irmãos foram presos nesta quarta-feira (6) (Foto: Divulgação/PCPR)

 

Durante as prisões foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Lá foram apreendidas 100 gramas de maconha, 40 gramas de cocaína em pasta, e mais 400 cápsulas de cocaína.

“Eles já eram traficantes, caíram presos em outra situação por tráfico. Durante o cumprimento do mandado na casa do “Zóio” e “Zoinho”, foi encontrada uma grande quantidade de entorpecentes, maconha, ecstasy e cápsulas de cocaína”, explicou o delegado Thiago Nobrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No início das investigações, a Polícia possuía apenas algumas imagens de câmeras de monitoramento da região e o relato da mãe de Lacerda. Segundo narrado por ela, a vítima estava conversando na rua com amigos, quando um indivíduo se aproximou com uma moto de cor escura, usando capacete, desceu e efetuou disparos de revólver contra ele e o outra vítima, que sobreviveu. Lacerda chegou a ser conduzido pelos amigos para uma Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Vila Barigui, mas não resistiu.

No curso das investigações descobriu-se que o autor dos disparos seria Mayron Antônio Meps Malaquias, de 23 anos, a mando de “Zóio” e “Zoinho”. A motivação do crime seria uma dívida de drogas que a vítima não conseguiu pagar aos irmãos, traficantes. Além da prisão pela suspeita dos homicídios, os irmãos foram autuados, em flagrante, por tráfico de entorpecentes.

Os suspeitos ficaram presos , saíram da prisão e continuaram cobrando a dívida da vítima, que não tinha dinheiro para pagar. No dia dos fatos, mandaram um terceiro para matá-la com cerca de 3 disparos de arma de fogo. Era uma dívida pequena, de R$ 300, contraída em razão do tráfico”, relatou o delegado.

“Nesse mundo, relacionado ao tráfico de drogas, independente do valor da dívida, eles fazem questão de dar essa resposta por meio da morte, para que impere a questão do respeito aos criminosos”, completou Nobrega.

Os presos se mantiveram em silêncio e não relataram detalhes do crime à Polícia Civil.

Malaquias não foi localizado e já é considerado foragido.

Os irmãos, Adriano Vilela de Santana e Mateus Vilela de Santana, continuam preso e estão à disposição da Justiça.