A investigadora Kátia das Graças Belo, que é acusada pela morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, foi promovida no quadro da Polícia Civil. O nome dela consta em decreto assinado pelo vice-governador Darci Piana, que foi publicado na última sexta-feira (13). A promoção dela consta em uma lista de promovidos por antiguidade na corporação.

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De acordo com o advogado da família de Rosaira, Edson Luiz Facchi Junior, a publicação representa uma grande decepção para a família e para a sociedade. “É uma policial que, comprovadamente, fez um disparo que assassinou a Rosaira naquele fatídico 26 de dezembro de 2016”, disse.

Segundo o Governo do Estado, a progressão na carreira é a mudança de referência para outra imediatamente superior, dentro da mesma classe. Ela pode ocorrer por antiguidade, a cada cinco anos de efetivo exercício na classe, sendo equivalente a uma referência salarial; ou por merecimento, após o cumprimento do estágio probatório, mediante a apresentação de cursos e respeitando o intervalo de quatro anos entre as concessões.

Como o processo de Kátia ainda não transitou em julgado, ou seja, não tramitou por todas as instâncias, uma liminar garante a nomeação para o novo cargo. Segundo Facchi, um processo disciplinar administrativo corre contra ela no Conselho da Polícia Civil e ainda aguarda resultado.

Rosaira morreu em dezembro de 2016

Júri

Questionado sobre a realização do júri, Facchi explicou que ele é inevitável, mas aguarda uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “A qualificadora do motivo fútil já foi sedimentada pelo STJ de que é possível, então pelo menos a essa ela vai responder. Outras duas estão sendo discutidas, o recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que são cabíveis em um dolo eventual e é isso que aguardamos”, concluiu.

Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que a Justiça determinou que os policiais civis que respondem a processos e ainda não foram condenados tenham direito a promoção. Sendo assim, alguns teriam sido obrigatoriamente promovidos.

O caso

Rosária participava de uma confraternização no dia 23 de dezembro de 2016, no Centro Cívico, quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro. Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Kátia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.