A principal suspeita é que Francisco Alves Dias, de 64 anos, tenha sido morto por ladrões em um caso de latrocínio, que é roubo seguido de morte. O crime aconteceu na manhã do último sábado (11), na Vila Iná, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O idoso foi morto a facadas e tinha sinais de luta corporal. Segundo o delegado Michel Carvalho, da Delegacia do município, não havia dinheiro na carteira da vítima.

“Segundo os investigadores que foram ao local, duas facadas foram a causa da morte. Ele apresentava sinais de resistência, de luta corporal. Segundo familiares, ele tinha dinheiro na carteira e no momento que ele foi encontrado, já não havia mais nada. Estamos tentando descobrir se tinha grandes quantidades ou algo do gênero, mas não foram subtraídas outras coisas que estavam dentro da residência”, explicou Carvalho.

O idoso era morador da Vila Ina (Foto: Marcelo Borges/Banda B)

 

No dia do crime, o vizinho e amigo de longa data da vítima, disse à Banda B que ela tinha o costume de dormir com as portas abertas. “Como o bairro é pequeno, inclusive a ex-esposa e os amigos moram perto, sabíamos que ele tinha problemas de saúde, eu já o encontrei várias vezes passando mal. Então ele sempre dormia com a porta aberta, devido ao medo de passar mal e estar sozinho”, relatou o morador, que preferiu não ser identificado.

Moradores da região estão revoltados com o crime e disseram que seu Chico, como era conhecido, era uma pessoa tranquila. “É algo que esperamos que não aconteça com ninguém, ainda mais com ele. Foi um ato bem covarde, mas queremos que a justiça seja feita”, disse o vizinho.

O delegado disse que as equipes de investigação trabalham para esclarecer o caso. “Ainda estamos na fase preliminar. Ele era uma pessoa que era bem conhecida na região, não tinha desavenças com ninguém. Ainda não temos 100% de garantia que foi latrocínio, mas estamos seguindo as linhas aqui, ouvindo as pessoas”, completou.

No local do crime surgiu a informação que dois homens foram vistos saindo do local a pé.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).