Uma denúncia anônima levou policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba até uma casa localizada na Rua Tobias da Cruz, no Jardim Itália, em São José dos Pinhais, onde Janaína Tozzi Almeida se escondia, sob o uso de uma identidade falsa, em nome de Karine Carolina Guimarães.

(Foto: Polícia Civil)

O delegado-operacional da DFRV, Edgar Dias Santana explica que Janaína estava sendo procurada pela polícia, e tinha mandado de prisão em aberto. Ela foi reconhecida por vítimas de roubos de caminhões registrados em Curitiba e na Região Metropolitana. De acordo com ele, a mulher chegou a ser presa em flagrante no mês de outubro, quando participava junto com outras cinco pessoas do roubo de um caminhão e sequestro do caminhoneiro. Este seria pelo menos o segundo crime semelhante que ela participava. No primeiro, registrado em 13 de setembro, ela foi reconhecida pela vítima como uma das responsáveis por manter o caminhoneiro no cativeiro por dois dias.

Na ocasião, além de Janaína, foram presos Kelvin Vinicius Machado, Natan Felipe Madureira Alecrim e Kimberly Nunes Gonchoroski. Uma menor de idade chegou a ser apreendida. Mas, todos foram liberados na audiência de custódia. No entanto, as investigações da polícia se mostraram consistentes e o delegado solicitou a Justiça a prisão dos envolvidos, e o pedido foi acatado. “A Justiça expediu os mandados e agora seguimos a procura dos dois rapazes que ainda estão foragidos”, diz.

Kimberly foi localizada e presa há cerca de 15 dias.

Relembre

No dia 13 de setembro a quadrilha formada pelos dois rapazes, pelas duas mulheres e ainda com a participação de uma menor de idade, com atuação internacional e especializada em roubo de caminhões, fez uma vítima em Curitiba. Para atrair os caminhoneiros o bando oferecia fretes com valores atrativos. O homem foi rendido e feito refém. A vítima somente foi liberada dois dias depois, quando o caminhão já estava na Bolívia.

Dias depois, o bando fazia outra vítima, desta vez em Campo Largo. Como a polícia já investigava a quadrilha, flagrou a ação criminosa, liberando o caminhoneiro, recuperando o caminhão avaliado em R$ 150 mil e prendendo os suspeitos.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Civil de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Conforme o delegado-operacional da DFRV, as investigações apontam que o grupo ‘trocava’ os caminhões por drogas.