Crime aconteceu em 2014 na CIC (Foto: Arquivo Banda B)

 

Cerca de quatro anos e meio após matar o agente de trânsito Reynaldo Lopes, de 54 anos, na Cidade Industrial de Curitiba, Josilmo Josias Lins, de 31, foi condenado a 18 anos de prisão. A sentença foi confirmada pelo Tribunal do Júri de Curitiba, em julgamento que aconteceu nesta terça-feira (27).

Reynaldo foi morto a tiros após atender ocorrência de trânsito (Foto: Facebook)

Reynaldo Lopes Junior, filho do agente, afirmou à Banda B que a família esperava mais, porém com a cabeça fria é possível entender a condenação. “A gente sempre acha que é pouco, mas depois do julgamento eles explicaram que ele não conseguirá sair do regime fechado e, por outras condenações, vai ficar uns 30 anos preso”, descreveu.

Agora, Junior quer guardar as boas lembranças que ficam do pai. “Nós fechamos um ciclo. Quero ficar com as boas lembranças do meu pai, de ser uma pessoa honrada e honesta. Quero passar tudo isso para os meus filhos. Era meu pai quem unia todos da família e quero continuar com isso”, destacou o filho.

O Crime

Autor do assassinato foi condenado a 18 anos de prisão (Foto: Reprodução)

O crime aconteceu em agosto de 2014, quando o agente foi verificar uma denúncia de um caminhão estacionado de forma irregular.

“No momento que meu pai foi atender a ocorrência, apareceu o dono do caminhão e eles conversaram que estava tudo certo. Mas pouco tempo depois, o filho dele apareceu e começou a bater boca, sem motivo, porque o caminhão não estava irregular e não houve multa. Mesmo assim, ele não se conformou e cometeu o crime, em uma tocaia minutos depois”, explicou Junior.

Segundo o filho, há indícios de que duas pessoas participaram do crime, mas a segunda não foi localizada. “Foram atrás então do Josilmo, mas ele não estava mais na casa na CIC. Então, em 2017, foi baleado em um assalto no Litoral do Paraná. Ele estava com uma arma e pela perícia foi constatado que era a mesma arma usada para matar o meu pai”, disse.

Após o julgamento, Josilmo foi encaminhado ao Sistema Prisional. Atualmente, Junior mora no Rio de Janeiro com a família.