Já está na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, DHPP, Carlos Eduardo dos Santos, que confessou ter matado a menina Rachel Genofre, então com nove anos, em Curitiba. A expectativa da família agora é para um processo ágil que leve à condenação dele pelo Tribunal do Júri de Curitiba. Uma foto do acusado dentro da DHPP foi feita durante a noite desta terça-feira (22).

(Foto: Colaboração)

 

Em entrevista à Banda B, o advogado Daniel Gaspar informou que o depoimento de Santos abriu vários pontos que agora estão sendo apurados pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Diligências estão sendo realizadas para contrapor afirmações e possamos chegar na história mais verdadeira possível. O interrogatório feito em São Paulo permitiu verificar questões como coautoria e modus operandi e tudo está sendo apurado. Há uma dificuldade muito grande em se resgatar crimes e o trabalho da Dra. Camila [Cecconello] é louvável”, disse.

Segundo Gaspar, a família já “digeriu” melhor todo o ocorrido e agora espera que o processo seja ágil. “Há uma confiança no trabalho da Polícia Civil e também diálogos com o Ministério Público para que possamos garantir uma denúncia robusta e que leve logo o processo ao fim. Nesse momento, há uma expectativa muito grande”, concluiu.

Para quarta-feira (23), a Polícia Civil convocou uma coletiva de imprensa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. Lá, a delegada Camila Cecconello e o delegado Marcos Fontes irão dar mais detalhes sobre desdobramento nas investigações do caso Rachel.

O caso

Genofre foi brutalmente assassinada (Foto: Reprodução)

No final da tarde do dia 3 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 5, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.

O caso, que é um dos mais emblemáticos do Paraná, só veio a ter uma solução possível 11 anos depois, com a identificação de Carlos Eduardo dos Santos pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

Em interrogatório, o acusado confessou o crime.