A filha do homem que levou para casa, por engano, uma criança de uma escola do bairro Santa Felicidade, em Cascavel, no Oeste do Paraná, afirmou que o pai possui deficiência visual e ficou desesperado ao perceber o equívoco. O caso aconteceu na última sexta-feira (6), no segundo dia de aula do ano letivo.

Segundo a filha do homem, ela estava a caminho de uma entrevista de emprego quando recebeu uma mensagem da escola informando que tentaram contato e que era necessário buscar a filha, Aurora. Sem conseguir ir até a unidade, ela pediu que o pai fosse até o local.
“Eu liguei para o meu pai e pedi para ele buscar. Ele é deficiente visual, enxerga muito pouco. Até se eu esbarrar com ele na rua, ele não me reconhece, preciso encostar e falar que sou eu”, relatou.
De acordo com ela, a criança foi entregue ao avô e os dois fizeram o trajeto da escola até a residência da família. Ao chegarem em casa, a avó percebeu que a menina não era a neta. “Quando chegou aqui, minha mãe olhou e falou que não era a nossa Aurora. Meu pai ficou desesperado”. A criança foi levada de volta à escola após o erro ser identificado.
Prints mostram conversa entre a mãe e a escola
A escola avisou a mãe do erro por meio de mensagens e informou que “a outra Aurora não tinha nenhum telefone no caderno”. Ao procurar por algum contato na secretaria as funcionárias da instituição de ensino mandaram mensagem para o número errado.
Polícia investiga caso da criança que foi levada de escola por engano
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o caso. A mãe da criança já foi ouvida, e a corporação aguarda as informações da escola para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
A Secretaria de Educação informou que irá abrir um processo administrativo para apurar o caso. Além disso, o órgão irá revisar o protocolo de entrada e saída de alunos da Rede Municipal.
“É importante destacar que a instituição de ensino, a partir do momento que teve ciência da situação, entrou em contato com a mãe para fazer registro em ata e todos os esclarecimentos. A escola também informou a Secretaria de Educação para que tomássemos as providências cabíveis e, sobretudo, pensarmos coletivamente, de forma a trazer segurança ao espaço de ensino”.