Um homem de 39 anos foi preso nesta quinta-feira (7) em Morretes, no litoral do Paraná, suspeito de agressões físicas contra a própria mulher, de 24, e pelo crime de aborto do próprio filho. Segundo a polícia, ele é suspeito de ter provocado o aborto da jovem, que estava grávida.

As investigações começaram depois que a vítima procurou a polícia e denunciou as agressões que sofria. Conforme a polícia, a mulher afirmou que estava grávida de aproximadamente dois meses e, em maio de 2024, o companheiro a agrediu violentamente com um chute no abdômen.
Em seguida, a puxou pelos cabelos, arremessando-a ao chão. De acordo com o delegado André Rosa Silva, a violência só cessou quando a filha da vítima presenciou o ataque e interveio para proteger a mãe.
“Um dia após as agressões, a vítima começou a sentir dores intensas, mas o investigado estava em um bar e recusou-se a ajudá-la, dizendo que ela estava fingindo. Sem o apoio do indivíduo, a mulher buscou atendimento hospitalar por conta própria, mas, dias depois, sofreu um aborto em sua residência”
detalhou o delegado André Rosa Silva.
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Violência recorrente
O delegado ainda relata que a violência doméstica já era recorrente no relacionamento, com registros de diversos boletins de ocorrência feitos pela vítima.
Diante do histórico de agressões e da gravidade dos fatos, foi representado pela prisão do suspeito, que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário e executada pela equipe de policiais civis.
O homem foi capturado e encaminhado ao sistema penitenciário, onde deverá responder pelos crimes de violência doméstica e aborto provocado sem o consentimento da gestante.
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Denunciar é importante
A Polícia Civil ressalta a importância de sempre denunciar o crime de violência doméstica, pois o trabalho é constante para combater esse tipo de situação. É através da denúncia que se faz possível o pedido de medidas protetivas e até mesmo prisões dos autores.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se a violência estiver ocorrendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.