Policiais militares do Batalhão de Polícia Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) de Curitiba são investigados por supostamente matar um homem por engano em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná. A equipe de elite da polícia teria errado o endereço de busca e apreensão e invadido o apartamento vizinho.

Segundo informações da Ric RECORD, a vítima era conhecida na cidade por ser usuária de drogas. O homem, identificado como Ivano, morava ao lado do imóvel de um traficante, alvo de uma operação de busca e apreensão, em cima de um bar no município.
Companheira de homem morto por engano pela RONE diz que não houve confronto
A mulher de Ivano afirmou que não houve confronto entre a polícia e a vítima. Para ela, o que aconteceu se trata de uma execução.
“Ivano estava de pé bem aqui. Um entrou com uma arma desse tamanho, acho que era fuzil, bem grandona, e o resto com umas armas pequenininhas. Daí ele: ‘Não tem nada, senhor. Pode revirar, pode procurar'”
contou a um promotor da cidade.
De acordo com a mulher, quando a equipe policial entrou no imóvel, o casal estava deitado em um colchão no quarto. A RONE exigia uma arma que, segundo ela, não existia.
Mulher afirma que foi obrigada a ficar no quarto
Nessa hora, conforme informações da Ric RECORD, a mulher teria sido obrigada a ficar no quarto com a cabeça coberta. Enquanto isso, o marido foi levado pra sala, onde teria sido assassinado. Ela informou ter visto tudo ao descobrir o rosto por um momento.
O promotor chegou a questionar a companheira da vítima sobre a ação policial. “Se o policial falar que na hora que o seu marido levantou a mão, ele achou que fosse atirar?”.
A mulher, então, respondeu que o marido estava sem camiseta e usando bermuda tactel, o que daria pra ver se ele estivesse armado. Segundo ela, a arma foi plantada na cena do crime.
Suspeito da operação tem antecedentes por homicídio
O principal suspeito da operação, com antecedente por homicídio, já estava sendo monitorado pela força de segurança. Segundo a polícia, ele está diretamente ligado às mortes no município, devido ao tráfico de drogas.
O investigado é dono de um bar e morava no apartamento em cima do estabelecimento, onde havia outro imóvel. O comércio entrou no radar da polícia e do Ministério Público do Paraná (MPPR). A investigação apontava que o suspeito usava o lugar como boca de fumo e a droga era armazenada na residência anexa ao bar.
RONE errou apartamento e matou homem inocente
A Promotoria realizou um pedido de busca e apreensão na casa do suspeito e a Justiça autorizou a ação. A PM de Marechal Cândido Rondon ainda pediu apoio e uma equipe da RONE de Curitiba foi enviada para a operação.
Conforme aponta a Ric RECORD, a polícia decidiu entrar no apartamento em cima do bar ao subir pelas escadas em vez de acessar o local pela entrada do estabelecimento. O apartamento de Ivano ficou com manchas de sangue pelo chão e marcas de tiro pela porta e parede.
Policiais falam em confronto
No boletim de ocorrência, os policiais contaram outra versão do que aconteceu e relataram um suposto confronto entre a equipe e a vítima.
“No local, a equipe policial se identificou e foi dado voz de abordagem, sendo surpreendida por disparos de arma de fogo. Diante da injusta agressão foi de imediato revidado com disparos de arma de fogo”
diz trecho do boletim de ocorrência.
À Banda B, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que não vai se manifestar neste momento. Leia nota na íntegra.
“A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que não haverá manifestação sobre a decisão judicial neste momento. Eventuais posicionamentos oficiais serão realizados somente após o trânsito em julgado do processo, em respeito aos princípios legais e ao devido processo.”
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