O homem que confessou ter matado pai e filho a tiros em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está internado em um hospital psiquiátrico por orientação da própria defesa. Ele é investigado por assassinar Claudecir Costa Lima, de 52 anos, e o adolescente Felipe Willyan Cardoso, de 17.
Paulo Cesar da Silva, de 51 anos, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas, além dos crimes de ameaça e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

“A bem da verdade, o titular da ação penal traz na denúncia o motivo de divergência entre vizinhos. O Ministério Público também entende que não é o caso de decretar a prisão preventiva do acusado, que, por recomendação da defesa, encontra-se atualmente internado em um hospital psiquiátrico”, disse o advogado dele, Caio Percival.
Paulo aguarda um parecer médico que irá avaliar as condições psicológicas dele, conforme o portal RIC.com.br. Percival também disse que a denúncia afasta a tese inicial de intolerância religiosa como motivação do crime. Uma das linhas de investigação consideradas pelo delegado responsável pelo caso aponta que as vítimas podem ter sido mortas em razão da religião.
O assassinato de pai e filho
O crime aconteceu no último dia 6, na rua Amaral Ubá, e foi registrado por câmera de segurança. As imagens mostram o autor chamando os moradores no portão da residência. Em seguida, ele retorna ao veículo, pega uma espingarda e, quando Claudecir Costa Lima, de 52 anos, saiu para atendê-lo, efetuou o disparo.
Ao ouvir o barulho do tiro, Felipe Willyan Cardoso, filho de Claudecir, se aproximou de uma das janelas para verificar o que havia ocorrido e acabou sendo atingido. Ambos morreram no local.
Em depoimento à polícia, o suspeito afirmou que mantinha desentendimentos com a família havia cerca de cinco anos. Ele relatou que se irritava com o fato de as vítimas estacionarem o carro próximo à entrada da chácara onde mora, o que, segundo ele, teria motivado as constantes discussões.
O caso segue agora sob análise da Justiça, que deverá decidir sobre os próximos passos do processo e eventuais medidas cautelares em relação ao acusado.