Um homem, com idade entre 40 e 50 anos, foi flagrado no momento em que dirigia um carro com um passageiro morto e depois ainda tirou a própria vida. O veículo foi encontrado pela Guarda Municipal (GM) e estava nas proximidades do km 152 da BR-116, em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (14).

Em entrevista à Banda B, o subcomandante Gelinski, da Guarda Municipal (GM) de Mandirituba, conta que uma equipe da GM realizava um patrulhamento no distrito de Areia Branca dos Assis, quando uma pessoa abordou a viatura e alertou que dentro de um veículo Spacefox vermelho havia uma pessoa morta. Contou mais, que o motorista do veículo estaria dirigindo pela região com o cadáver dizendo que tiraria a própria vida.

“A pessoa que abordou a equipe durante o patrulhamento é parente do motorista e ela contou que ele teria ligado para os parentes a fim de se despedir”, revelou o subcomandante.

Foto: Colaboração

Gelinski ainda disse que o homem teria relatado para a família algumas atitudes erradas que fez durante a vida. Inclusive, que teria cometido um homicídio.

A equipe da GM que atendeu o caso foi até o local indicado pela parente do motorista e encontraram o carro com as características descritas estacionado.

Ao se aproximarem, perceberam que o passageiro realmente já estava morto e que o veículo estava trancado. O condutor havia disparado um tiro contra o próprio rosto, mas continuava vivo. A GM teve de quebrar o vidro para conseguir destrancar o carro e tirar uma arma da mão do homem.

A arma utilizada para tirar a vida do passageiro é um revólver de calibre 38, com numeração raspada, a mesma usada pela condutor para tentar tirar a própria vida.

Foto: Colaboração

Foi a GM quem prestou os primeiros socorros ao condutor a fim de salvar sua vida. Em seguida, pediram apoio do Siate e do Samu.

Um helicóptero foi acionado para que ganhassem tempo e salvassem a vida do homem, mas ele acabou morrendo dentro da ambulância antes mesmo da chegada da aeronave.

Histórico

O subcomandante Gelinski contou também à Banda B que os parentes, que já estavam no local, relataram não terem conhecimento sobre as práticas do condutor.

“Eles disseram que o homem, este de 40 e poucos anos, sumia de vez em quando e voltava depois de 2 ou 3 dias, mas não tinham conhecimento sobre crimes cometidos por ele”, descreveu.

Gelisnki afirmou que ele não tinha passagens pela polícia e que era de Minas Gerais.

Foi questionado sobre a relação entre o condutor e o passageiro, que tinha entre 20 e 25 anos, mas a família não soube informar.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a motivação para o crime. O Instituto Médico Legal (IML) fez o recolhimento dos corpos.