Um homem suspeito de matar o próprio amigo por ele ter se recusado a ajudar no pagamento de bebida, na última sexta-feira (7), no bairro Cajuru, em Curitiba, foi preso apenas três horas após o crime. A polícia identificou Marcos Jesus de Paula, de 31 anos,como o autor do crime, logo depois do assassinato de Jedison Luiz Vieira, de 25 anos.

A equipe foi até a casa da família do suspeito, não o encontrou e, por celular, conseguiu falar com ele, que disse que não iria se entregar. Porém, horas depois acabou preso na CIC. Marcos foi apresentado nesta terça-feira (11),  na delegacia.

 

Foto: Banda B

 

Conforme informações levantadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito e a vítima, que eram amigos, estariam fazendo o uso de bebidas alcoólicas próximo a uma linha de trem, quando, por volta das 19 horas,  sem motivo aparente, o homem desferiu um golpe de faca no peito da vítima.

“Testemunhas disseram quem era o autor do crime. Fomos na casa dele, fomos na casa dos familiares e não encontramos. Conseguimos o número do telefone do assassino, eu liguei para ele, falei para que era pra se entregar, mas ele negou. Falei que se não se entregasse nós o encontraríamos. Na conversa, descobrimos que o suspeito estava na CIC, mandei três viaturas e ele foi preso”, explicou o delegado Tito Lívio Barichello, da Divisão de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP).

Em menos de três horas, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) esclareceu o crime de homicídio qualificado. Marcos de Paula foi preso em flagrante às 22 horas do mesmo dia.

O crime

Uma testemunha relatou à PCPR que o suspeito estava com a arma branca escondida por baixo da roupa e atacou  Jedison, sem qualquer chance de defesa. O soldado J. Santos, do 20° Batalhão informou à Banda B que facada acertou o tórax da vítima. “Apenas um golpe, que foi fatal. Quando chegamos, ele já estava morto”, assegurou o soldado.

O delegado Barichello conta que familiares e conhecidos da vítima ficaram revoltados com o crime e queimaram o carro de Marcos. “O autor estava correndo risco de morte. A vítima era muito querida, uma pessoa muito amigável. Conhecidos e familiares estavam a procura de Marcos. Tivemos teve que agir rapidamente para que não ocorresse outro homicídio”, explica.

A PCPR representou pela prisão preventiva do suspeito – por se tratar de um crime ocorrido por motivo fútil e mediante emboscada – a qual foi decretada pelo Poder Judiciário.

O homem responderá por homicídio duplamente qualificado e permanece detido à disposição da Justiça.