(Foto: Reprodução )

 

Uma família revoltada procurou a Banda B para denunciar que Esteves Alves de Oliveira, de 34 anos, está preso injustamente desde o dia 13 de dezembro, suspeito de assaltar um aviário no bairro Tatuquara, em Curitiba. O comerciante responsável pelo estabelecimento também assinou um documento, lavrado em cartório, no qual afirma não reconhecer Esteves como um dos três homens armados que invadiu o local, embora no dia do crime tenha feito o contrário.

Família garante que Esteves não participou do assalto (Foto: Facebook)

Esteves, que já cumpriu pena por assalto à mão armada, usava tornozeleira eletrônica, por um crime que havia cometido no passado. Por meio do monitoramento, a Polícia Militar (PM) chegou até ele, efetuando a abordagem e prisão. Segundo a esposa de Esteves, Leile Aparecida Machado Oliveira, os policiais foram levados por uma coincidência.

“Acontece que meu marido, naquele dia, tinha saído para fazer compras em um supermercado na região. Temos imagens que mostram isso. Eles pegaram o monitoramento da tornozeleira como base e foram até a nossa casa, onde efetuaram a prisão. Mas na hora exata do crime, meu marido estava no mercado”, garantiu em entrevista na manhã desta terça-feira (26).

De acordo com Leile, o comerciante que reconheceu o seu marido como assaltante voltou atrás e está disposto a ajudar para a liberação dele. “A princípio, ele reconheceu o meu marido. Mostraram para o comerciante, que olhou e disse que era. Foi na onda e falou isso. O comerciante depois viu a foto e disse que não era meu marido e que iria nos ajudar. Ele tem consciência de que não foi o Esteves, inclusive fez isso em cartório. Meu marido se sente indignado, porque quando se deve, a pessoa sabe que tem que pagar pelo o que fez. Este não é o caso”, disse.

Por fim, a esposa falou que espera conseguir a liberação do marido da prisão. “Nós temos o depoimento do comerciante, temos provas de que ele foi ao mercado na hora do crime e agora queremos os dados monitoramento da tornozeleira eletrônica para mostrar isso. Ele não merecer estar preso. Estamos tentando um habeas corpus”, concluiu.

Polícia

Com base nas provas apuradas pela PM, Esteve permanece preso no 11° Distrito Policial de Curitiba. A Banda B procurou a assessoria da Polícia Civil, que enviou a seguinte nota:

Com relação ao caso de Esteves Alves de Oliveira, a Polícia Civil informa que o rapaz foi encaminhado à Central de Flagrantes de Curitiba por meio da Polícia Militar. Um Inquérito Policial foi instaurado, concluído e encaminhado à Justiça.