A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (29), o motociclista investigado pela morte do frentista Alexandre Braga, de 37 anos. O crime aconteceu no fim de fevereiro, dentro de um posto de combustíveis do bairro Atuba, em Curitiba. Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o detido de 31 anos confessou o assassinato e disse que a motivação foi uma dívida trabalhista de R$ 350.

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De acordo com a polícia, o motociclista foi encontrado após investigações que começaram no final de fevereiro. A prisão aconteceu no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Em entrevista à Banda B, a delegada Tathiana Guzella explicou que o crime aconteceu devido a essa dívida trabalhista, de R$ 350, que a vítima possuía com o atirador. “Acompanhado de seu procurador, o motociclista confessou o crime e a motivação. A dívida seria relacionada a um ou dois dias de serviço que ele teria prestado”, explicou.

Segundo Guzella, o detido foi ao posto para reabastecer a moto. Após o atendimento, a vítima teria pedido ao dono do posto para que o abastecimento fosse retirado de seu pagamento, o que não foi permitido. A vítima, então teria obedecido ordens e retirado o combustível inserido na moto, o que deixou o atirador furioso. “Ele foi até em casa, se armou e retornou ao posto. Lá, efetuou diversos disparos contra Alexandre”, disse Guzella.

No interrogatório realizado nesta manhã (30), o motociclista preso comentou o episódio. “Ele sabia que a negativa desta ‘pendura’ do combustível teria sido feita pelo proprietário do posto. A vítima já nem esperava mais e achou que a questão já havia se resolvido naquele momento. Quem toma uma atitude dessas, de retornar após uma confusão, só posso imaginar que seja, no mínimo, uma pessoa fria”, concluiu.

Prisão

Na semana seguinte após o crime, a Polícia Civil já tinha a identificação do autor. Neste momento, a DHPP já havia entrado com o pedido de prisão e o  mandado de busca e apreensão domiciliar na Justiça. O homem foi encontrado pela polícia nesta quarta-feira (29), depois de diversas tentativas de localizá-lo nos endereços dos registros da própria DHPP.

Autuado por homicídio qualificado, o homem preso pode pegar uma pena que varia de 12 à 30 anos de prisão.

Veja abaixo como o crime ocorreu