Um homem, de 30 anos, condenado por compartilhar pornografia infantil e foragido desde novembro de 2024, foi preso na tarde desta sexta-feira (5) dentro de uma barbearia em Curitiba. A detenção foi realizada pelo Grupo de Pronto Emprego Operacional (GPEO) da Guarda Municipal, com apoio da recém-criada Patrulha de Proteção Digital.

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Homem foi condenado pelo crime de compartilhamento de pornografia infantil. Foto Ilustrativa: Freepik

O mandado de prisão havia sido expedido após o descumprimento de medidas judiciais. O suspeito já tinha sido detido pelo mesmo crime em 2015. No ano seguinte, em 2016, voltou a ser alvo de um pedido de prisão sob a acusação de integrar um grupo que promoveu ataques racistas nas redes sociais contra a atriz Taís Araújo, caso que ganhou grande repercussão nacional.

“Importante destacar a integração da equipe operacional da Guarda Municipal com o setor de inteligência e o trabalho realizado pela Patrulha de Proteção Digital, integrados para combater os crimes contra as crianças e adolescentes, com resultados importantes para tirar os criminosos de circulação e proteger a população”

afirmou o secretário de Defesa Social e Trânsito, Rafael Vianna. 

Esta foi a primeira prisão realizada a partir das investigações conduzidas pela Patrulha de Proteção Digital, criada no fim de outubro deste ano. Detalhes sobre o trabalho que levou à localização do suspeito não foram divulgados para não comprometer ações futuras.

Após ser detido, o homem foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça.

Patrulha de Proteção Digital

A Patrulha de Proteção Digital, iniciativa inédita no Brasil, é formada por agentes da Guarda Municipal de Curitiba, voltada à segurança de crianças e adolescentes na internet.

O Departamento de Inteligência da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT) coordena as ações da patrulha, que atua na prevenção, no monitoramento e no combate a situações de risco em ambientes virtuais, como assédio, aliciamento, exploração sexual, práticas de cyberbullying, discursos de ódio e fraudes virtuais, condutas ilícitas que afetam a integridade de crianças e adolescentes.

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Foto: Ricardo Marajó/SECOM