Homem é condenado a 26 anos por matar cunhado que entrou na frente da irmã para defendê-la

Elinton Eduardo Rodrigues Estevão tinha intenção de matar a companheira, mas acabou atingindo o irmão dela que entrou na frente para protegê-la; defesa diz que condenação é 'desproporcional'


Um homem foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado por matar a facadas o próprio cunhado, durante uma tentativa de atacar a companheira, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime foi registrado no dia 8 de fevereiro de 2025.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (14). O réu, Elinton Eduardo Rodrigues Estevão, foi considerado culpado pelo assassinato de Emerson Texca Machado, morto ao tentar defender a irmã.

O crime aconteceu em um bar localizado no bairro Rivabem. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os dois casais chegaram juntos ao estabelecimento e, em determinado momento, já do lado de fora, o condenado passou a demonstrar ciúmes da companheira.

Homem condenado por matar cunhado que defendeu irmã em Campo Largo foi sentenciado a 26 anos de prisão pelo Tribunal do Júri. Foto: Divulgação/Arquivo/Polícia Militar

Elinton estava armado com uma faca e partiu para cima da mulher com a intenção de matá-la. Nesse momento, porém, Emerson entrou na frente da irmã para protegê-la e acabou atingido por dois golpes. Desarmado e sem chance de reação, o homem não resistiu aos ferimentos.

O réu foi preso em flagrante pouco depois do crime e chegou a descartar a faca usada no ataque. Ao avistar viaturas da PM, Elinton pulou o muro de uma casa e tentou fugir, mas os policiais conseguiram abordá-lo nos fundos do imóvel.

Homem que matou cunhado é condenado por feminicídio

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público e reconheceu que o crime tem natureza de feminicídio, já que o alvo inicial era a companheira do réu. A morte de Emerson foi classificada como erro na execução, quando a vítima atingida não era o alvo pretendido.

Também foi reconhecido que o ataque ocorreu com recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Emerson foi surpreendido e não teve como reagir.

Após o crime, o condenado foi preso e permaneceu detido durante todo o processo. Em nota, a defesa de Elinton disse que a condenação “se deu de forma desproporcional ao crime realmente cometido”. O advogado também destacou que recorreu da decisão “por entender que não é caso de feminicídio e sim homicídio simples”.

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