Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, nesta terça-feira (18), o homem apontado como o autor do assassinato do vidraceiro Guaraci Laurindo Ferreira, de 48 anos, que aconteceu na manhã da última segunda-feira (17) no bairro Cajuru, em Curitiba. A prisão foi possível depois da DHPP obter dados do monitoramento da tornozeleira eletrônica usada pelo detido, que mostram que ele esteve no comércio no exato momento do crime.

Suspeito de matar vidraceiro tinha recebido o benefício da tornozeleira há poucos dias (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

O delegado Omar Feijó, da DHPP, falou sobre o caso à Banda B. “Recebemos a informação que o autor do crime tinha passado por lá com uma tornozeleira e ele foi localizado em São José dos Pinhais, com os dados confirmados pelo monitoramento. No dia do crime, o suspeito chegou, solicitou um orçamento e logo em seguida atirou contra o vidraceiro. Depois disso, teria fugido em um Renault Scenic”, descreveu.

Ainda de acordo com o delegado, ao perceber a presença da DHPP o suspeito de cometer o crime tentou fugir. “Fomos até a casa dele e apenas a mulher estava. Ele ficou por duas horas se escondendo na região e o encontramos dentro de um bar, também por meio do monitoramento. Ele negou o envolvimento no crime, porém a indicação da tornozeleira mostra o contrário”, destacou.

Como Guaraci era muito querido no bairro e não tinha problemas com a polícia, a motivação para o crime é um mistério. “O suspeito nega envolvimento do crime, apesar das evidências. O que sabemos é que ele trabalhou como vidraceiro e que pode ter até uma motivação relacionada a algum serviço prestado à vítima, porém ainda não é possível precisar”, relatou.

Questionado sobre os crimes cometidos por quem recebe o benefício da tornozeleira, o delegado preferiu não polemizar. “Não sei qual é o critério adotado pela Justiça para isso. O que sei é que ele foi preso em 2011 e detido novamente em junho de 2017, por roubar uma caminhonete”, limitou-se a dizer.

O suspeito permanece preso à disposição da Justiça e deverá agora responder também por homicídio.

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