Uma mulher de 20 anos foi baleada pelo ex-companheiro na tarde desta quinta-feira (5) em Quatro Barras, Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba. Após atirar contra a vítima com um revólver .38, o homem, de 25 anos, também tentou tirar a própria vida dentro da residência onde ocorreu o crime.

Viaturas da polícia e equipes de socorro atendem ocorrência de mulher baleada em Quatro Barras
Equipes de socorro e viaturas da polícia no local onde uma mulher foi baleada pelo ex-companheiro em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: Cristiano Vaz/Banda B

A ocorrência foi registrada na Rua 25 de Janeiro e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros do Paraná.

De acordo com informações repassadas às autoridades, o suspeito teria efetuado dois disparos na cabeça da ex-companheira durante um desentendimento entre o casal. Logo após o ataque, ele tentou cometer suicídio com um tiro na cabeça.

Segundo o sargento Elieder, o homem não conseguiu concretizar a tentativa.

“Houve um desentendimento entre os dois, ele acabou desferindo um disparo contra ela e depois tentou suicídio. Mas foi mal sucedido e pegou de raspão na cabeça. Ele está estável, conversou com a equipe e foi encaminhado com ferimentos moderados. Ela já está em uma situação mais grave, foi entubada e encaminhada via aeronave”, explicou o sargento.

A mulher recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi socorrida em estado grave. De acordo com as equipes de resgate, ela precisou ser entubada antes de ser levada de helicóptero ao Hospital Cajuru.

O homem, que sofreu um ferimento na cabeça, foi atendido por uma equipe do SIATE e encaminhado para atendimento médico no Hospital Angelina Caron. Ele estava consciente no momento do resgate.

Ambulância atende mulher vítima de tentativa de feminicídio
Equipes de socorro atendem tentativa de feminicídio em Quatro Barras. Foto: Cristiano Vaz/Banda B.

Enfermeira faz apelo após tentativa de feminicídio

Uma moradora da região, a enfermeira Cláudia Barbosa de Campos, também prestou auxílio inicial às vítimas e lamentou o ocorrido.

“Eu cheguei e vi as duas pessoas. Prestei primeiro atendimento à mulher e depois para ele. É uma triste história. Estamos aqui para melhor atendê-los. É ter fé. Ele não aceitava o fim do relacionamento, segundo os familiares. Me sinto agredida, porque o feminicídio tem que acabar”, afirmou.

Um familiar da mulher, que não quis gravar entrevista, disse que a jovem dizia estar com medo do rapaz.

O caso deverá ser investigado pela polícia para esclarecer as circunstâncias do crime.

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