Vagner do Prado, de 41 anos, morador em situação de rua acusado de matar duas pessoas na noite do último domingo (16), em Curitiba, tem extensa ficha criminal e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Condenado por crimes de roubo, ele também foi investigado por tráfico de drogas e organização criminosa. Nesta quarta-feira (19), a delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Camila Cecconello, o definiu como “bastante violento”.

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Vagner vai responder por três homicídios (Reprodução)

Os três homicídios são recentes. Gislaine Alves Costa, de 31 anos, foi assassinada na noite de 6 de junho, no Centro de Curitiba. Na situação, Vagner teria matado a esposa durante uma discussão por causa de um documento de identificação. A vítima teria se recusado a entregar um RG ao companheiro e foi morta em seguida.

Já no dia 16, foram dois crimes:

Matheus Leonardo Adão teria sido morto na Praça Rui Barbosa após fazer questionamentos a Vagner sobre a morte de Gislaine. O assassinato aconteceu por volta de 20h57.

Cerca de uma hora depois, foi Oziel Branques dos Santos quem acabou morto. A vítima teria defendido um casal de comentários transfóbicos dentro de um biarticulado da linha Santa Cândida/Capão Raso. O crime aconteceu na Avenida João Gualberto.

Para a delegada Camila Cecconello, toda a sequência mostra o perigo de Vagner.

“Foi percebido durante as oitivas das testemunhas que ele tinha esse perfil bastante violento. Discutiu com a namorada e a assassinou, discutiu na praça com outra pessoa em situação de rua, bem como assassinou esse homem que tentou defender as vítimas do crime de preconceito”, explicou.

Cecconello cita que o fato de Vagner morar na rua foi um dos empecilhos que impediram uma prisão anterior a ele. No caso do feminicídio, a Delegacia da Mulher chegou a fazer um pedido de prisão, mas aguardava deliberação da Justiça.

Ao converter o flagrante de Vagner em prisão preventiva, a juíza Fernanda Orsomarzo chegou a citar a periculosidade oferecida por ele.

“Assim, entendo que o caso recomenda uma postura mais rígida por parte do Estado no que diz respeito à liberdade do autuado, mostrando-se imperiosa a prisão cautelar, diante necessidade de resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, da comunidade LGBTQIA+ e a própria ordem pública, que, no presente caso, encontra fundamento na gravidade em concreto dos fatos narrados e na real propensão de reiteração de atos violentos pelo autuado”, destacou.

Imagens

Uma câmera de monitoramento instalada no biarticulado registrou todo o crime. Para o crime, Vagner contou com a ajuda de um adolescente, de 17 anos.

Segundo a DHPP, o adolescente teria participado também do assassinato na praça. Ele está apreendido e também segue à disposição da Justiça.

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Homem acusado de matar passageiro de ônibus tem extensa ficha criminal e vai responder por 3 homicídios: “Bastante violento”

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