A jovem Jaqueline Carvalho dos Santos Gonçalves, de 18 anos, encontrada morta pelo pai com um papel filme enrolado diversas vezes na cabeça e uma meia de lã na boca foi assassinada ou cometeu suicídio? É pela resposta a esta pergunta que a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha há três meses em Curitiba.  A jovem foi encontrada morta no dia 13 de dezembro do ano passado, na casa em que vivia com a família no bairro Tatuquara.

Jaqueline foi encontrada morta em casa dia 13 de dezembro de 2018 – Reprodução

Um primeiro laudo foi feito, mas a polícia considerou inconclusivo. Agora, a DHPP aguarda um novo laudo para descobrir outros detalhes da espécie de “capacete” de plástico que estava na cabeça da jovem. O laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte de Jaqueline foi asfixia mecânica.

“A asfixia mecânica não define se houve suicídio ou assassinato. Como ela estava com este capacete de plástico na cabeça, a causa da morte ocorreria nas duas situações. É um caso muito peculiar e aguardamos o resultado de novas perícias. Queremos mais detalhes, por exemplo, se houve ou não manuseio deste plástico por uma outra pessoa. O laudo vai apontar se há digitais de Jaqueline ou de um suposto assassino. Queremos entender como este capacete foi feito”, disse o delegado Victor Menezes, da DHPP

A morte

Jaqueline foi encontrada morta pelo pai no dia 13 de dezembro. Ela estava o quarto da casa da família, que fica na rua Ieda Cristina Ribeiro, no Moradias Santa Rita, no Tatuquara A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim como a Polícia Militar (PM), assim que viu a jovem no quarto, na tentativa de reanimação. Entretanto, ela já estava morta.

“Quando chegamos, já fomos informados que tinham mexido no corpo, foi tirada da cama, tiraram uma espécie de toca, um capacete que estava na vítima. Esse capacete foi feito com uma película de papel filme, enrolado várias vezes e a vítima estaria com uma meia de lã na boca. Mas, quando chegamos, ela já estava fora, o Samu já tinha dado o primeiro atendimento.”, contou o delegado da DHPP, Osmar Feijó, no dia do crime.

No local, o delegado descartou inicialmente a hipótese de suicídio. Porém, três meses depois, a polícia trabalha com esta hipótese.

De acordo com a investigação, a família retornou da igreja na noite anterior, por volta das 20 horas. Os pais foram dormir e ela e o irmão também. Jaqueline cantava os hinos da igreja.

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