Polícia vai ouvir testemunhas que viram ação da GM em morte de jovem no Largo da Ordem

O tiro que vitimou Mateus Silva Noga partiu de arma usada por Guarda Municipal que está afastado

Angelo Binder e Djalma Malaquias

A Polícia Civil se pronunciou na manhã desta quinta-feira (16) sobre a morte de um jovem de 21 anos, ocorrida após um tumulto na noite de sábado (19), o Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba. O tiro que vitimou Mateus Silva Noga partiu de arma usada por Guarda Municipal, que foi afastado de suas funções, após o episódio.

Reprodução/ Facebook

Para a polícia, o guarda municipal que efetuou o disparo e tirou a vida do empresário, pode responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

“A gente percebe claramente que ele não atirou para matar, ele não mirou em alguém para matar, mas pode ser que ele tenha assumido um risco de que aquele resultado acontecesse e então ele responderá por dolo eventual, que é o homicídio doloso (quando há intenção de matar)”, disse a delegada Daniela Corrêa Andrade durante a coletiva.

Segundo ela, a polícia já teve acesso as imagens do momento exato do disparo da arma contra o jovem.

“Nós tivemos acessos as imagens de câmeras de segurança, mas no momento eu prefiro aguardar os depoimentos de outras pessoas. As imagens mostram a chegada na guarda municipal em uma aglomeração de pessoas e é possível ver que há um disparo, mas não conseguimos ver se teve outros. É uma imagem da câmera da própria Prefeitura. Uma imagem de câmera bem alta e então a gente não consegue ver tantos detalhes”, explicou a delegada.

Delegada Daniela Corrêa Andrade durante a coletiva Foto: Djalma Malaquias/ Banda B

Segundo a polícia, outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, entre amigos do jovem e famliares, mas o guarda municipal segue como único suspeito do crime.

“Ele é um suspeito porque ele mesmo afirma no Boletim de Ocorrência que é o autor dos disparos, então nenhuma dúvida quanto a isso”, finalizou a delegada.

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