Os metalúrgicos da empresa Brose, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que estão em greve há quase um mês, procuraram a Banda B para denunciar agressões cometidas por agentes da Polícia Militar. Um vídeo enviado por eles mostra confusão entre manifestantes e PMS. Veja o vídeo abaixo.

De acordo com os trabalhadores, que continuam mobilizados em frente à empresa cobrando por melhores salários e condições de trabalho, a Brose tem adotado medidas para tentar impedir a manifestação dos funcionários em greve.
“Quando nós vamos para a porta da fábrica se manifestar, a empresa chama a polícia e os policiais já chegam nos agredindo, jogando gás de pimenta no nosso rosto. Hoje eles levaram uma funcionária presa, colocaram-na no camburão e a levaram”
relatou um funcionário.
A greve já dura 28 dias e, segundo o manifestante, a empresa se recusa a sentar para conversar com o sindicato e com o Ministério do Trabalho. Até o momento, houve quatro audiências às quais a Brose não teria comparecido.
Um vídeo, encaminhado à Banda B, mostra uma das agressões relatadas pelos manifestantes. Nas imagens, é possível ver um princípio de confusão envolvendo policiais militares. Confira:
Vídeo: colaboração/Banda B.
Metalúrgicos pedem melhores condições de trabalho
A greve tem como objetivo conseguir melhores condições de trabalho aos metalúrgicos. Um representante sindical conversou com a Banda B e explicou que os funcionários pedem reajuste no vale-mercado e uma Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) justa.
“Os trabalhadores estão pedindo um vale-mercado de R$ 1 mil; hoje eles recebem um vale-mercado de R$ 500. Pedem também uma negociação de PLR, pois hoje eles recebem através de um PGO, que é um programa da empresa, e esse PGO é a empresa que paga o que ela quer; não há o controle de alguém por parte dos trabalhadores”
comentou.
Ainda segundo o homem, a empresa contratou funcionários durante o período de greve e está pressionando os trabalhadores a não aderirem à greve através de bônus.
“A empresa contratou no período de greve; ela contratou pessoas para substituir os grevistas, coisa que não é permitido por lei. A empresa está pressionando os trabalhadores oferecendo bônus para aqueles que não quiserem aderir à greve”
afirmou.
O líder sindical relatou ainda que a Brose está desde o ano passado em contato com a polícia, recebendo o batalhão da Polícia Militar dentro das suas dependências.
“O que a gente vê ali é que a Polícia Militar possivelmente esteja alinhada com a empresa, porque os policiais chegam ali e simplesmente vão lá e conversam somente com a empresa, não conversam com os trabalhadores. A Polícia Militar é da população em si, não apenas de um setor privado”
disse.
O que diz a Polícia Militar
A Banda B procurou a assessoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR) para saber o posicionamento da corporação a respeito das denúncias de agressão sofridas pelos manifestantes e aguarda uma resposta.
Posicionamento da empresa
A Banda B também procurou a empresa, através de seus canais oficiais, para saber o posicionamento a respeito da greve dos metalúrgicos e sobre as acusações de contratar funcionários durante o período de greve e pressionar os grevistas através de bônus. A reportagem será atualizada assim que houver uma manifestação.