A mãe de Jackeline Liliane dos Santos, de 28 anos, grávida encontrada morta durante uma caminhada no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no interior do Paraná, prestou depoimento à polícia e afirmou que Marcione Souza de Oliveira — companheiro da vítima e principal suspeito do crime — teria colocado um remédio abortivo no refrigerante que Jackeline consumiu.

O caso aconteceu no último sábado (26). Jackeline e Marcione, de 44, estavam na trilha acompanhados de outro casal quando, em determinado momento, se afastaram dos amigos. Logo em seguida, a mulher foi encontrada morta ao lado de um paredão de pedras.
Segundo informações, a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com o suspeito há cerca de dois anos. O homem é casado e pai de três filhos.
A reportagem da RICtv conseguiu, com exclusividade, o depoimento da mãe da vítima. Viviane da Cruz relatou à Polícia Civil que a filha começou a apresentar sinais de tristeza logo após descobrir que estava grávida.
“No começo do relacionamento, antes dela engravidar, era uma maravilha. Depois, eu já notei ela meio triste. Eles brigavam muito, discutiam”
contou Viviane.
Jackeline era mãe de dois filhos, de 4 e 6 anos, frutos de um relacionamento anterior. Conforme Viviane, a filha enfrentava resistência de Marcione em relação à gestação.
“Quando ela contou para ele que estava grávida, ele disse ‘Vai tirar né?’. E ela disse que não. Depois, ele respondeu ‘Então o que você pensa em fazer?’. Minha filha disse que não pensava em fazer nada”
afirmou.
Uma semana antes do crime, um episódio preocupante chamou a atenção da família. A jovem afirmou à mãe que o suspeito teria colocado um remédio abortivo em um copo de refrigerante.
“Ela disse que achou o gosto estranho, mas tomou. Depois ficou com muita sonolência, dormiu e acordou com muita dor e sangramento”
disse a mãe à polícia.
Mesmo após o episódio, a gravidez seguiu. O homem, no entanto, continuava pressionando para que ela não tivesse o bebê. Apesar disso, Jackeline tentava amenizar a situação e dizia aos familiares que ele não seria capaz de machucá-la.
‘Fingia que chorava’
Marcione Souza de Oliveira permanece preso na Cadeia Pública de Telêmaco Borba. A RICtv também teve acesso aos depoimentos dos dois amigos que acompanharam o casal na trilha.
Um dos amigos, que não será identificado, disse que ficou sabendo da gravidez somente dois dias antes do passeio. Além disso, relatou que o suspeito sempre deixou bem claro que queria voltar com a esposa, e não ficar com Jackeline.
“Uma das primeiras coisas que o Marcione perguntou para a bombeira foi ‘já aconteceu isso antes?’, daí ela falou que nesse grau de evoluir para óbito não. Eu percebi que ele chorava, fingia que chorava, porque não saía uma gota lágrima”
afirmou a testemunha.
A Polícia Civil continua investigando o caso.